- No dia 24 de maio, a China lançou a missão Shenzhou-23, com a Longa Marcha 2-F decolando às 12h08 do centro de Jiuquan, no deserto de Gobi.
- A tripulação é formada por Li Jiaying, 43 anos, ex-policial de Hong Kong; Zhu Yangzhu, 39; e Zhang Zhiyuan, 39, ex-piloto da força aérea.
- A missão levará um astronauta de Hong Kong para ficar um ano inteiro em órbita, marco importante para o objetivo chinês de enviar humanos à Lua até 2030.
- A bordo da Tiangong, a equipe fará estudos em ciências da vida, ciência dos materiais, física de fluidos e medicina; há ainda o experimento inédito com um embrião artificial no espaço ligado à Shenzhou-22.
- A China também trabalha para receber, até o fim do ano, o primeiro astronauta estrangeiro (do Paquistão) e avança com planos de base lunar tripulada (ILRS) até 2035 em parceria com a Rússia.
A China lançou neste domingo a missão Shenzhou-23, que manterá um astronauta em órbita por um ano pela primeira vez. O lançamento ocorreu às 12h08, no centro de Jiuquan, no deserto de Gobi. A manobra inaugura etapa crucial do país rumo a viagens humanas à Lua até 2030.
O foguete Longa Marcha 2F decolou em meio a fogo e fumaça, conforme imagens da CCTV. A cápsula se separou do veículo cerca de 10 minutos após a decolagem e entrou em órbita. A CMSA afirmou que o lançamento foi um sucesso.
A tripulação inclui Li Jiaying, 43 anos, ex-policial de Hong Kong, a primeira astronauta de Hong Kong em uma missão. Com ela vão Zhu Yangzhu, 39, engenheiro espacial, e Zhang Zhiyuan, 39, ex-piloto da força aérea.
Tripulação e objetivos científicos
A equipe tem a missão de realizar experimentos em ciências da vida, ciência dos materiais, física de fluidos e medicina a bordo da estação Tiangong. Também está nos planos receber, até o fim do ano, o primeiro astronauta estrangeiro, do Paquistão.
Um dos destaques é o experimento de um ano no espaço, usado para estudar efeitos de longa permanência em microgravidade. A CMSA ainda não definiu quem cumprirá essa tarefa, dependerá do progresso da Shenzhou-23.
Outro experimento, inédito, envolve um “embrião artificial” humano no espaço, com células-tronco enviadas à Shenzhou-22 para estudo de sobrevivência e reprodução no ambiente orbital.
Desafios e contexto
Especialistas apontam riscos como perda de densidade óssea, desgaste muscular e radiação. Também são citados distúrbios do sono e necessidade de sistemas eficientes de reciclagem de água e ar, além de resposta médica em espaço isolado.
A China avança na estação Tiangong e em futuras missões lunares. A meta é ampliar o domínio tecnológico, em meio a competição com EUA e outras potências na corrida espacial.
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