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Estudo usa células-tronco para reduzir complicações do transplante de medula

Nova terapia com células-tronco mesenquimais avança no Brasil para DECH, com piloto de 11 pacientes que apresentou remissão e melhoria na pele e no trato gastrointestinal; estudo com 20 inicia em setembro

Paraná, 09/11/202 - Medicamento inovador para doença do enxerto contra o hospedeiro. Centro de tecnologia Celular da PUC PR. Foto: Gian Galani/PUC PR
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  • Pesquisadores da PUCPR desenvolvem a terapia avançada MesenCell, com células-tronco mesenquimais, para DECH, complicação grave após transplante de medula óssea.
  • Em estudo-piloto com 11 pacientes, metade teve remissão completa; 75% dos comprometimentos gastrointestinais melhoraram e 100% dos sintomas de pele arrefeceram, incluindo casos graves.
  • O objetivo é atuar na origem da doença, reduzindo a proliferação de células T e B e modulando o sistema imune por meio de fatores solúveis.
  • A nova fase, com 20 pacientes, começa em setembro em três centros no Paraná: Complexo Hospital de Clínicas da UFPR, Hospital Erasto Gaertner e Hospital Nossa Senhora das Graças.
  • Financiamento vem de Finep e CNPq; há intenção de firmar parceria com empresa farmacêutica para produção em larga escala.

A PUCPR desenvolve uma terapia avançada com células-tronco para reduzir complicações do transplante de medula óssea. O foco é a doença do enxerto contra o hospedeiro, DECH, que pode ocorrer nos pacientes após o transplante e levar à morte.

A DECH surge quando células imunológicas da medula doada atacam o organismo do receptor. Em casos graves, atinge pele e sistema gastrointestinal; na forma crônica, pode comprometer o corpo inteiro e a respiração, entre outros sintomas.

A abordagem brasileira utiliza células-tronco mesenquimais, obtidas da medula de doadores, processadas e congeladas para uso clínico. O objetivo é atuar na origem da reação imune, modulando o sistema e reduzindo a proliferação de células T e B.

A responsável técnica pela pesquisa explica que a terapia diminui a atividade dessas células, liberando fatores que modulam a resposta imune e reduzem a inflamação. O efeito é observado em laboratório e tem potencial para melhorar o quadro clínico.

O primeiro estudo utilizou as células-tronco em 11 pacientes com DECH crônica, diluídas com outra substância. Metade apresentou remissão completa, com melhorias gastrointestinais e de pele, mesmo em casos severos.

O grupo visa agora um novo estudo clínico com 20 pacientes, usando uma formulação mais viável. A previsão é iniciar em setembro, em três centros no Paraná. A existência de remissão parcial ou total deverá consolidar a estratégia.

Fases, centros e financiamento

A nova etapa será realizada no Complexo Hospital de Clínicas da UFPR, no Hospital Erasto Gaertner e no Hospital Nossa Senhora das Graças. O projeto conta com financiamento da Finep e do CNPq, com perspectiva de parceria com indústria farmacêutica.

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