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Gravuras de escravizados são encontradas em porão de casa em Ouro Preto

Gravuras de escravizados são encontradas em porão de casa em Ouro Preto; Iphan registra o local como sítio arqueológico, destacando a diáspora africana

Gravuras na parde do porão
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  • Gravuras ligadas a pessoas escravizadas foram encontradas no porão de um casarão em Ouro Preto, Minas Gerais, e o local foi registrado como sítio arqueológico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em março deste ano.
  • A análise dos desenhos está sendo conduzida pelo arqueólogo e historiador Leonardo Klink, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
  • As gravuras foram descobertas em 2017, durante uma reforma; os proprietários compraram o imóvel na década de 1980 para abrir um restaurante.
  • A casa fica na Rua Conde de Bobadela, 134, e há a hipótese de o porão ter sido utilizado como senzala, embora não seja possível confirmar.
  • O conjunto de 26 gravuras retrata embarcações, pessoas, aves, plantas e África Ocidental; o sítio recebeu o nome de “Inscrições Afrodiaspóricas” e é considerado bem de fundamental importância para a história da diáspora africana no Brasil.

Gravuras associadas a pessoas escravizadas foram encontradas em um casarão de Ouro Preto, Minas Gerais, durante uma reforma realizada em 2017. O local foi registrado como sítio arqueológico pelo Iphan em março deste ano. O estudo está a cargo do arqueólogo e historiador Leonardo Klink, da UFMG.

O imóvel fica na Rua Conde de Bobadela, antiga Rua Direita, nº 134, e tem mais de 260 anos. No século XVIII, a via foi centro importante do ciclo do ouro na região. Existe a hipótese de que o porão tenha função de senzala, mas não é possível confirmar.

A autoria e a data das gravuras ainda são desconhecidas. A pesquisa aponta que escravizados de diferentes gerações produziram desenhos no século XVIII e XIX. Ao todo, foram identificadas 26 gravuras de barcos, pessoas, aves, plantas e África Ocidental.

Segundo o pesquisador, a parede foi criada para abrigar os desenhos, já que o material não sustenta uma função estrutural. As técnicas utilizadas incluem grafite mineral, incisões com cacos de vidro e pregos.

O sítio arqueológico recebe o nome de Inscrições Afrodiaspóricas e hoje é considerado um bem de fundamental importância para a história da diáspora africana no Brasil.

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