- A Huawei afirmou que pretende projetar chips de ponta até 2031 com densidade de transistores equivalente a processos de 1,4 nanômetros, mesmo com sanções dos EUA.
- A meta foi apresentada como parte da Lei de Escala Tau, um novo princípio para aprimorar chips diante da limitação na miniaturização tradicional.
- A expectativa é que o processo de 1,4 nanômetros esteja próximo da fronteira global para fabricação avançada de chips até o final da década.
- A Huawei não forneceu dados independentes de desempenho para apoiar a projeção.
A Huawei Technologies afirmou nesta segunda-feira que pretende projetar chips de ponta até 2031 com densidade de transistores equivalente a processos de 1,4 nanômetros. A meta ocorre apesar das sanções dos Estados Unidos, que dificultam o acesso da China a equipamentos avançados de fabricação.
Segundo a Huawei, a iniciativa faz parte de uma estratégia para evoluir além da dependência exclusiva da miniaturização de transistores. A empresa descreve o conceito como Lei de Escala Tau, um novo princípio para aprimorar a performance dos chips diante de restrições externas.
A projeção não foi acompanhada de dados independentes de desempenho. A tentativa de chegar a 1,4 nm por volta do fim da década reforça a aposta de que a China pode buscar caminhos alternativos para tecnologia de semicondutores em meio a restrições comerciais.
Lei de Escala Tau
A empresa detalha que a Lei de Escala Tau orienta o desenvolvimento de chips visando ganhos de densidade e eficiência sem depender unicamente de reduções de tamanho de transistores. A Huawei sinaliza que esse caminho pode viabilizar avanços mesmo com limitações de fornecimento de equipamentos críticos.
A fala da companhia ocorre em meio a um cenário de controles norte-americanos sobre exportações de tecnologia de ponta. O foco é avançar em design e integração, buscando soluções que mantenham o setor sob maior autonomia tecnológica.
A Huawei não apresentou dados de desempenho ou benchmarks independentes para a proposta. O anúncio aponta para investimentos em pesquisa, desenvolvimento e parcerias locais para sustentar o cronograma até 2031.
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