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Iceberg gigante desaparece com contêiner tóxico após resgate fracassado na Antártida

Iceberg de cerca de quinhentos metros pode ter liberado diesel de contêiner após resgate fracassado; risco de contaminação no Mar de Weddell permanece

Iceberg com contêineres no topo, fotografado pelo quebra-gelo Polarstern em 25 de janeiro
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  • Um iceberg de cerca de 500 metros por 300 metros se desprendeu da plataforma de gelo Ekström, na Antártida, após tempestade com rajadas de até 130 km/h, arrastando contêineres da estação alemã Neumayer III.
  • Sete contêineres ficaram próximos da borda: um deles continha um tanque com diesel do ártico; mesmo assim, a recuperação ficou comprometida pelo risco à equipe.
  • O quebra-gelo alemão RV Polarstern localizou o bloco a cerca de 140 quilômetros de onde se originou; aproximadamente uma tonelada de material foi recuperada.
  • A operação foi interrompida no final de janeiro; o iceberg continuou a deriva no Mar de Weddell, com o último avistamento em 22 de fevereiro, e há hipóteses de que tenha se Partido, levando os contêineres ao fundo do oceano.
  • O tanque de diesel pode ter sido danificado na queda ou ter implodido durante a descida; há possibilidade de vazamento, com risco de contaminação, embora o impacto exato no ecossistema permaneça incerto.

Um iceberg de cerca de 500 metros de comprimento se desprendeu na Antártida após uma forte tempestade, levando consigo contêineres da estação alemã Neumayer III. A operação de resgate foi parcialmente bem-sucedida, mas o risco elevado impediu a recuperação total.

Sete contêineres estavam próximos da borda da plataforma de gelo Ekström, na esperança de receber um navio cargueiro em 18 de janeiro. A tempestade com rajadas de até 130 km/h deslocou o bloco, que acabou à deriva no Mar de Weddell, com os contêineres a bordo. O quebra-gelo RV Polarstern localizou o iceberg a cerca de 140 km de onde se soltou.

A AWI, instituto que administra a Neumayer III, informou o ocorrido durante a Reunião Consultiva do Tratado da Antártida, em Hiroshima, no Japão. Segundo o relatório, um dos contêineres continha diesel do ártico, que desapareceu junto com o bloco dias depois.

Progresso do resgate e desdobramentos

Glaciologistas indicaram pontos estáveis que permitiram salvar parte dos contêineres, com aproximadamente uma tonelada de material recuperada. No entanto, o aumento do risco de novo desprendimento levou à suspensão da operação no fim de janeiro.

O bloco permaneceu monitorado por satélite, com o último avistamento em 22 de fevereiro. Depois desse registro, o iceberg pode ter se partido, causando o afundamento dos contêineres remanescentes. Esse cenário eleva a incerteza sobre impactos ambientais.

Riscos ambientais e avaliação inicial

O relatório aponta que parte dos contêineres continha resíduos da estação, com impacto direto mínimo ao ecossistema. Em relação ao tanque de diesel, a avaliação é de que houve possível dano durante a queda ou implosão ao descer ao fundo do oceano, resultando em vazamento.

O diesel ártico é mais volátil, o que pode favorecer evaporação, mas as condições da Antártida dificultam a degradação bacteriana na água e no gelo marinho, prolongando a presença do combustível. O efeito ambiental total depende das condições locais não completamente quantificáveis.

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