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Peixe venenoso avança pela costa brasileira e ameaça biodiversidade

Peixe-leão invade áreas marinhas protegidas da costa brasileira, ameaça biodiversidade e pesca artesanal, com expansão prevista nas áreas protegidas (AMPs)

Peixe-leão, espécie invasora e venenosa para o ecossistema marítimo.
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  • O peixe-leão (Pterois volitans) se espalha pela costa brasileira desde a sua primeira aparição em Fernando de Noronha, em Pernambuco, em 2020, ameaçando a biodiversidade local.
  • Pesquisadores apontam que a espécie, natural do Indo-Pacífico, já invadiu ilhas, manguezais, pradarias marinhas, naufrágios e recifes rasos do Atlântico Sudoeste, incluindo áreas de proteção marinha.
  • A invasão pode afetar a pesca artesanal e a saúde pública, além de ameaçar espécies endêmicas vulneráveis à predação pelo peixe-leão.
  • Entre 2020 e 2024, dezoito Áreas Marinhas Protegidas foram impactadas; nos próximos dez anos a espécie pode alcançar cerca de sessenta por cento das áreas protegidas.
  • Autoridades recomendam estratégias de gestão coordenadas e destacam que a captura deve ser feita apenas por órgãos competentes, como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade de Fernando de Noronha (ICMBio).

O peixe-leão de espécie venenosa se espalha pela costa brasileira, ameaçando a biodiversidade local. O registro inicial no Brasil ocorreu em Fernando de Noronha, Pernambuco, em 2020, segundo estudo publicado pela Elsevier. A espécie atua na zona marinha protegida e ainda avança sobre áreas de pesca artesanal.

Pesquisadores descrevem que o peixe-leão, natural do Indo-Pacífico, chegou ao Atlântico Sudoeste vindo do Caribe e do Golfo do México nas décadas de 1980. A passagem pelo sistema de recifes da Grande Amazônia facilita a chegada às costas brasileiras, atingindo ilhas, manguezais e recifes rasos.

A dispersão já atingiu 18 Áreas Marinhas Protegidas entre 2020 e 2024, com impactos variados: uso sustentável, parques, reservas e proteção à pesca artesanal. A projeção indica expansão para cerca de 60% das AMPs nos próximos 10 anos.

Riscos à biodiversidade e à pesca

Devido à venenosidade dos espinhos e à reprodução acelerada, o peixe-leão ameaça espécies endêmicas de recifes, como peixes criptobênticos, que sustentam a produtividade do ecossistema. Ao todo, 29 espécies locais são consideradas vulneráveis à predação.

Segundo os pesquisadores, ainda faltam dados para orientar adaptações no ambiente oceânico. A falta de políticas públicas e de apoio financeiro para pesquisa e gestão agrava a situação da invasão. Conseguir respostas exige coordenação entre órgãos.

O ICMbio de Fernando de Noronha afirma que a captura do peixe-leão deve ser realizada apenas por autoridades competentes, com procedimentos adequados, devido aos espinhos venenosos. A recomendação é buscar orientação oficial antes de qualquer ação.

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