- Pesquisadores encontraram nas Ilhas Galápagos um polvo azul da nova espécie Microeledone galapagensis, a mil setecentos e setenta e três metros de profundidade.
- O animal apresenta tentáculos pequenos com apenas uma fileira de ventosas, o que o distingue de polvos conhecidos.
- A coloração dorsal é clara e a ventral é violeta muito escuro, possivelmente ajudando na camuflagem para evitar predadores.
- O exemplar foi capturado e encaminhado ao Field Museum, em Chicago, para análise, incluindo exames de raio X, feitos sem danificar o polvo.
- Os achados foram publicados na revista Zootaxa, com detalhes do estudo conduzido pela Charles Darwin Foundation e as equipes envolvidas.
Patrulhando as águas profundas das Ilhas Galápagos, pesquisadores encontraram um polvo azul, pequeno como uma bola de golfe, a 1.773 metros de profundidade. A descoberta amplia o conhecimento sobre esse animal e foi feita com um submarino equipado com câmera.
A equipe envolve a Charles Darwin Foundation (CDF) e pesquisadores do Field Museum, em Chicago. O contato ocorreu por meio de monitoramento remoto, com imagens transmitidas ao laboratório para identificação.
O exemplar pertence à nova espécie Microeledone galapagensis. Possui tentáculos curtos, com uma única fileira de ventosas, característica que o distingue de polvos já conhecidos.
A aparência é clara na parte dorsal, enquanto a ventral apresenta um violeta bem escuro. Os pesquisadores apontam que o padrão de cor pode servir para proteção, ocultando o polvo de predadores quando ele captura presas que emitem luz.
Caso raro de polvos desconhecidos não é incomum em águas profundas e pouco exploradas. A pesquisadora Janet Voight relatou que já houve avistamentos e fotografias de exemplares semelhantes em dezembro de 2023, no Pacífico, perto da Costa Rica.
Os trabalhos de Voight sobre a nova espécie foram publicados na revista Zootaxa. A pesquisa reforça a importância de explorar ecossistemas remotos para revelar diversidade de polvos. (Com AFP)
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