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Prêmio para produção acadêmica destaca agricultura familiar

Prêmio Fundação Bunge prioriza transferência de tecnologias à agricultura familiar e produção em cenários de estresse hídrico e térmico; inscrições vão até domingo

Agricultores familiares fazem colheita manual de feijão-caupi
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  • O Prêmio Fundação Bunge terá duas temáticas em evidência: transferência de tecnologias para agricultura familiar e produção em cenários de estresse térmico e hídrico, com inscrições abertas até domingo, 31.
  • Ao todo serão quatro prêmios: dois por tema, um para pesquisadores com trajetória consolidada e outro para pesquisadores iniciantes, com até 35 anos.
  • Os valores atribuídos são: R$ 200 mil para a categoria Vida e Obra e R$ 80 mil para a categoria Juventudes, além de acompanhamento para parcerias e aplicação das tecnologias.
  • As indicações devem ser feitas até o dia 31 por instituições de estudo e pesquisa, como institutos tecnológicos e universidades.
  • O regulamento completo está no site da Fundação, que também traz a história e exemplos de premiados de edições anteriores.

O Prêmio Fundação Bunge está na última semana de inscrição, com dois temas de destaque: transferência de tecnologias para a agricultura familiar e produção em cenários de estresse térmico e hídrico. A 71ª edição busca conectar produção acadêmica, indústria de alimentos e agricultores, tanto no mercado interno quanto na exportação.

A Fundação explica que o objetivo é aplicar inovações que melhorem a resiliência da agropecuária brasileira e dialoguem com produtores e com a atuação da Bunge, empresa do setor de alimentos. A visão é ampliar impactos práticos no campo e na indústria.

Cláudia Calais, diretora-executiva da Fundação, afirma que a agricultura tropical sustentável é o caminho para o futuro. Ela destaca o papel da produção com menos recursos hídricos e o cuidado com sistemas florestais para manter clima e biodiversidade, essenciais à produção de grãos.

Temas da edição

A premiação valoriza a relação entre tecnologias e agricultura familiar, bem como a produção em condições de escassez hídrica. Ao todo, quatro prêmios serão concedidos: dois por tema, destinados a pesquisadores com trajetória consolidada e a pesquisadores iniciantes, com até 35 anos.

Além do reconhecimento, o prêmio prevê apoio para parcerias e a aplicação de tecnologias premiadas em outros cenários, com apoio institucional para ampliação de resultados. O aporte financeiro contempla R$ 200 mil para a categoria Vida e Obra e R$ 80 mil para a categoria Juventudes.

A diretora ressalta que o reconhecimento pode ter impacto relevante na carreira de pesquisadores e na disseminação de práticas inovadoras no interior do país, expandindo a atuação além do eixo Rio-São Paulo.

O edital permanece disponível para consulta e as inscrições devem ser feitas até o domingo, 31, por meio de instituições de estudo e pesquisa, como universidades e institutos tecnológicos. A lista de indicados será formada por propostas dessas instituições.

O prêmio já reconheceu mais de 200 pessoas desde a sua criação, incluindo nomes de destaque na ciência e na cultura brasileira. A Fundação mantém o foco em premiar trabalho original, com potencial de aplicação na produção de alimentos de escala global.

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