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Rastreabilidade e certificação de carnes no Brasil: como funcionam

Rastreabilidade e certificação da pecuária bovina ganham impulso com PNIB e SRBIPA no Pará, enfrentando custos e integração de dados

É importante garantir a rastreabilidade e a certificação da cadeia bovina para que o consumidor saiba qual foi o modelo de produção que originou seu alimento – Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária
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  • As fases da pecuária bovina são cria, recria e engorda: criação envolve nascimento e desmama; recria leva até cerca de 24 meses; engorda atinge peso de abate entre 480 kg e 550 kg em três a seis meses.
  • Na Amazônia, a criação é predominantemente realizada por agricultores familiares com animais de dupla aptidão, o que pode reduzir o ganho de peso e ampliar o tempo até o abate.
  • Desafios da rastreabilidade incluem a fragmentação da cadeia, dificultando o acompanhamento contínuo das informações, e a implementação do PNIB, que torna obrigatória a identificação individual até 2032.
  • No Pará, o Sistema Oficial de Rastreabilidade Bovídea Individual (SRBIPA) avança mais rápido e prevê expansão da identificação individual nos próximos anos.
  • Medidas já adotadas incluem o PNIB como mudança estrutural, o SRBIPA como base local, o uso do “boi China” para estimular melhorias e exemplos de integração entre produtores, incluindo a agricultura familiar, com gestão de origem e dados sanitários, ambientais e produtivos mais conectados.

A rastreabilidade e a certificação da cadeia bovina ganham importância para o consumidor entender o modelo de produção do alimento. A explicação é de Rosana Maneschy, professora da UFPA e pesquisadora da USP, em parceria com a Cátedra Josué de Castro.

Segundo Rosana, a pecuária envolve três fases: cria, recria e engorda. Na cria, há nascimento e desmame aos seis ou oito meses, com peso entre 160 kg e 200 kg. Na Amazônia, a participação de agricultores familiares é relevante, com menor ganho de peso.

Na fase de recria, os animais continuam a crescer até cerca de 24 meses, pesando entre 300 kg e 380 kg. A engorda dura de três a seis meses, levando ao peso de abate entre 480 kg e 550 kg. Esse ciclo influencia o tempo até o abate e o desempenho.

Desafios para rastreabilidade e certificação

A pesquisadora aponta a fragmentação da cadeia como obstáculo, pois o mesmo animal pode passar por várias propriedades, dificultando o rastreamento contínuo. A implementação do PNIB, que exige identificação individual até 2032, também avança de forma gradual.

No Pará, o SRBIPA tem ganhado ritmo, com previsão de ampliar a identificação individual obrigatória nos próximos anos. Custos, tecnologia e capacitação aparecem como entraves, especialmente para pequenos produtores.

O que tem sido feito para superar desafios

Rosana destaca que o PNIB representa uma mudança estrutural ao padronizar a identificação no Brasil. O Pará, com o SRBIPA, já constrói uma base consistente de rastreabilidade. O “boi China” estimula genética, manejo e gestão da cadeia produtiva.

Modelos como o da Rio Capim Agrossilvipastoril demonstram integração entre produtores, inclusive da agricultura familiar, com assistência técnica, controle de origem e melhoria de desempenho. A integração de dados sanitários, ambientais e produtivos aumenta a transparência.

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Rastreabilidade e certificação da carne brasileira são explicadas, desde cria até engorda, destacando impactos socioambientais e escolhas do consumidor

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  • A reportagem destaca a importância da rastreabilidade e certificação da cadeia bovina para que o consumidor saiba o modelo de produção do alimento.
  • As fases da pecuária bovina são: cria, recria e engorda.
  • Na fase de cria ocorre o nascimento e a desmama dos bezerros entre seis e oito meses, com peso entre 160 e 200 kg.
  • Na Amazônia, essa etapa é predominantemente conduzida por agricultores familiares, com animais de dupla aptidão (leite e carne), o que influencia o desempenho e o tempo até o abate.
  • Na recria, os animais chegam a cerca de 24 meses, pesando entre 300 e 380 kg; na engorda, que dura de três a seis meses, atingem peso de abate entre 480 e 550 kg.

A reportagem aborda como funciona a rastreabilidade e a certificação da carne bovina no Brasil, com base em entrevistas com a pesquisadora Rosana Maneschy. O tema explora a relação entre prática agropecuária, sustentabilidade e qualidade do alimento.

Rosana Maneschy, professora da Universidade Federal do Pará, explica por que a rastreabilidade é essencial para o consumidor entender o modelo de produção. A pesquisadora também atua na USP, fortalecendo o diálogo entre ciência e indústria.

A ideia central é esclarecer as fases da cadeia bovina, desde a criação até a certificação do produto destinado ao consumo. O objetivo é tornar visíveis as etapas que influenciam bem-estar animal, manejo do solo e desempenho produtivo.

Etapas da produção

Na cria, ocorre o nascimento e a desmama dos bezerros, geralmente aos seis a oito meses, com peso entre 160 e 200 kg. Na Amazônia, a criação é, em sua maioria, feita por agricultores familiares com animais de dupla aptidão.

Na recria, os animais continuam crescendo até cerca de 24 meses, atingindo entre 300 e 380 kg. Essa fase prepara o rebanho para a etapa seguinte, com impacto direto no tempo até o abate.

Na engorda, com período de três a seis meses, os animais atingem peso de abate entre 480 e 550 kg. A fase final determina o nível de acabamento, influência de genética e manejo alimentar.

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