Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Risco de El Niño forte a muito forte aumenta, aponta Climatempo

El Niño pode se formar em junho e atingir forte a muito forte, elevando a chuva no Sul e o risco de seca no Norte/Nordeste, com ondas de calor na primavera

Previsão da anomalia da temperatura da superfície do mar, no oceano Pacífico Equatorial, de junho a setembro de 2026. Foto: Modelo CFCSv2 – EUA/Via Climatempo
0:00
Carregando...
0:00
  • El Niño deve se formar oficialmente em junho, com alta probabilidade de intensidade de forte a muito forte, trazendo impactos no Brasil.
  • A projeção indica aquecimento da porção central e leste do Pacífico Equatorial até setembro de 2026, com temperatura da água do mar podendo ficar mais de 2°C acima da média.
  • No Brasil, pode haver mais chuva na região Sul, maior risco de seca na Amazônia, no Norte e em áreas do Nordeste, além de elevação do risco de onda de calor na primavera.
  • Espera-se que, no segundo semestre de 2026, haja tempestades mais frequentes no Sul durante o inverno e na primavera, com dias significativamente mais quentes em grande parte do país.
  • Ainda há incertezas sobre chegar a um super El Niño; é provável que seja forte, mas não se pode afirmar isso ainda, e o aquecimento em outros oceanos pode intensificar eventos extremos ao longo de 2026.

O Brasil pode sentir os efeitos de um El Niño de forte a muito forte já no segundo semestre de 2026. Segundo a Climatempo, a formação oficial do fenômeno deve ocorrer em junho, com alta probabilidade de intensidade elevada. O aquecimento deve atingir a porção central e leste do Pacífico até setembro de 2026.

A previsão aponta que o aquecimento da água do Pacífico acima da média será mais intenso em várias áreas, incluindo desde a costa do Peru até o meio do Oceano Pacífico. A intensidade é indicada por tons de vermelho nos mapas usados pela Climatempo, que explicam como temperaturas mais altas influenciam o tempo.

Josélia Pegorim, da Climatempo, detalha que o vermelho escuro indica uma anomalia acima de 2°C, sinalizando potencial El Niño muito forte. A projeção atual sugere a possibilidade de aquecimento intenso até setembro, com mudanças que ainda podem oscilar nos próximos meses.

El Niño 2026: impactos esperados no Brasil

A previsão indica impactos regionais recentes: no Sul, maior volume de chuvas; na Amazônia, no Norte e no Nordeste, maior risco de seca. O fenômeno também aumenta o risco de ondas de calor, especialmente durante a primavera.

Para a Climatempo, há chance de o El Niño moderado diminuir até o fim deste ano, enquanto o fortalecimento até setembro é mais provável. A empresa ressalta que não é possível confirmar, no momento, quais áreas sofrerão com secas, incêndios ou enchentes.

O cenário global aponta para aumento de energia térmica nos oceanos, o que pode ampliar eventos climáticos extremos em 2026. A Climatempo reforça que o El Niño forte já eleva o risco de tempestades no Sul do Brasil durante o inverno e na primavera, além de dias mais quentes no verão em várias regiões.

Ainda é cedo para confirmar se o episódio será extremo a nível de super El Niño. A meteorologia brasileira indica alta probabilidade de forte intensidade, mas ressalta a incerteza sobre o alcance de impactos específicos nas diversas regiões do país.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais