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85% dos brasileiros sofrem com mudanças climáticas; maioria defende ação governamental

85% dos brasileiros já percebem impactos das mudanças climáticas no cotidiano; 67% veem o governo como principal garantidor da proteção aos trabalhadores

Mulher se protege do calor com um guarda-chuva. — Foto: © Tânia Rêgo/Agência Brasil
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  • Oito em cada dez brasileiros (85%) já percebem impactos das mudanças climáticas no cotidiano, e quase metade (46%) classifica esse efeito como intenso.
  • A pesquisa ouviu 2.630 participantes entre maio e setembro de 2025, com exclusividade para a Agência Brasil, e terá lançamento em São Paulo no dia 27 de uma quarta-feira.
  • Principais reclamações dos respondentes: custo de vida maior (53%), problemas de saúde física (45%), obstáculos ao acesso ao local de trabalho (40%), adoecimento mental (32%), perda de renda (17%) e perda de emprego (10%).
  • Setenta por cento confiam que o governo deve ser a principal figura para proteger trabalhadores nesse contexto (67%); empregadores aparecem em 7% e grupos auto-organizados, menos de 6%.
  • Nove a três por cento (93%) reconhecem a necessidade de transformar modelos de produção e consumo; 74% concordam totalmente com essa mudança.

Oito em cada dez brasileiros já percebem interferências das mudanças climáticas no dia a dia, conforme pesquisa exclusiva da Aurora Lab e da More in Common. O estudo aborda a transição de energias sujas para limpas e será lançado em São Paulo.

Foram ouvidos 2.630 participantes, com idade mínima de 16 anos, entre maio e setembro de 2025, nas capitais Belém, Brasília, Fortaleza, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

As mudanças climáticas aparecem como alta preocupação: 85% relatam impactos no cotidiano, e 46% classificam esse efeito como intenso. Entre as queixas estão aumento do custo de vida (53%), problemas de saúde física (45%) e obstáculos ao acesso ao trabalho (40%).

Confiança no papel do governo

A pesquisa aponta que 67% confiam que o governo deve ser a principal figura responsável pela proteção de trabalhadores nesse contexto. Em seguida aparecem os empregadores (7%) e grupos auto-organizados (menos de 6%).

A dirigente do Aurora Lab, Gabriela Vuolo, ressalta que a preferência pelo Estado traz responsabilidade para a transição, incluindo a proteção de trabalhadores durante a mudança de energia.

Transição energética e empregos

A sensação de transformação é alta: 93% reconhecem a necessidade de mudanças rápidas nos modelos de produção e consumo. Ao todo, 74% concordam plenamente com essa afirmação.

Sobre emprego, 67% acreditam que a transição trará ganhos para a classe trabalhadora, ao abrir vagas. Apenas 10% discordam, apontando possível queda de postos.

Impactos sociais e percepções

Entre as expectativas, parte dos respondentes acredita que salários podem subir com a transição. A avaliação sobre desigualdade é mista: 45% esperam redução, 40% veem manutenção e 23% prevêem aumento.

No âmbito informativo, 69% confiam na ciência como fonte de credibilidade, especialmente universidades e pesquisadores. Já 65% afirmam que as redes sociais são o principal meio de informação sobre clima.

O estudo será apresentado no encontro Quem move o Brasil? Debates sobre Trabalho, Energia e Desenvolvimento, com base em entrevistas realizadas com pessoas de nove capitais.

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