- Um adesivo vestível chamado UPatch realiza ultrassom contínuo em gestantes, monitorando fluxo sanguíneo fetal e batimentos cardíacos em tempo real.
- Em estudo publicado na Nature Biotechnology, o UPatch foi testado com 62 gestantes, mostrando forte concordância com aparelhos clínicos em frequência cardíaca fetal, índices Doppler e fluxo sanguíneo.
- Em 52 participantes adicionais com diferentes condições perinatais, os índices Doppler conseguiram distinguir gestações de risco com maior eficácia do que a simples frequência cardíaca.
- Um caso relevante revelou pré-eclâmpsia com ausência recorrente de fluxo diastólico final, identificada pelo UPatch, levando a monitoramento intensificado e cesariana four dias depois.
- O dispositivo, ainda em prova de conceito, é ligado por cabos a sistemas externos e depende de ultrassom convencional para posicionamento inicial, com planos de versão sem fio e mais compacta para uso doméstico.
O UPatch é um adesivo portátil capaz de realizar ultrassom contínuo em gestantes, monitorando fluxo sanguíneo fetal e batimentos cardíacos em tempo real. Desenvolvido por pesquisadores dos EUA e do Reino Unido, o dispositivo combina imagem com Doppler em estruturas móveis como o cordão umbilical.
Batizado como o primeiro vestível a oferecer imagens contínuas do feto aliadas a monitoramento do fluxo sanguíneo, o UPatch foi validado em testes clínicos publicados na Nature Biotechnology. O estudo identificou sinais graves de sofrimento fetal, incluindo um caso de pré-eclâmpsia que resultou em cesariana antecipada.
O teste envolveu 62 gestantes, com comparação aos aparelhos clínicos portáteis. A concordância entre os sistemas foi alta em frequência cardíaca fetal, índices Doppler e fluxo sanguíneo. Outros 52 relatos mostraram que o Doppler tem maior sensibilidade para detectar riscos do que apenas a frequência cardíaca.
Resultados e aplicações
Entre os casos avaliados, houve identificação de ausência recorrente de fluxo diastólico final em uma gestante com pré-eclâmpsia, levando a intensificação do monitoramento e à cesariana quatro dias depois. A detecção precoce ocorreu sem depender de avaliação única em consulta.
Desafios e próximos passos
Atualmente, o aparelho ainda depende de cabos e de ultrassom convencional para posicionamento inicial. Os pesquisadores trabalham numa versão sem fio e mais compacta para uso prolongado em casa e durante atividades diárias, expandindo o acesso ao monitoramento contínuo.
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