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Cientistas criam material que capta água do ar

Cristal organometálico ativado pela luz ultravioleta absorve água do ar, abrindo caminho para painéis residenciais de água potável

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  • Cientistas da Universidade de Iowa desenvolveram uma estrutura organometálica que pode absorver água do ar quando exposta à luz ultravioleta.
  • O cristal é compacto originalmente, mas, sob radiação, sua rede se reorganiza abrindo bolsões microscópicos para capturar a umidade.
  • Em testes, a amostra consegue absorver água equivalente a cinco por cento do seu peso.
  • Na prática, o funcionamento é simples: basta ficar sob luz solar direta; não há necessidade de maquinário pesado ou eletricidade.
  • Pesquisas futuras devem buscar aumentar o volume de água absorvida, além de trocar átomos metálicos para tornar o material mais leve, poroso e barato para produção em larga escala.

Pesquisadores da Universidade de Iowa apresentaram um cristal inovador capaz de extrair água do ar úmido apenas com a luz solar. O material funciona como uma espécie de esponja molecular, abrindo bolsões de água quando exposto à radiação ultravioleta.

O composto é classificado como uma estrutura organometálica. Originalmente, a rede é densa, sem poros. Ao receber luz UV, a estrutura se reorganiza, criando cavidades que capturam a umidade do ambiente.

Como funciona na prática

A vantagem é a simplicidade: não depende de máquinas pesadas ou energia elétrica. Com o sol, o cristal ativa sua capacidade de puxar água do ar, gerando água potável de forma contínua e silenciosa.

Além disso, o estudo mostra que o material pode ser programado para reagir a estímulos externos, alterando sua porosidade segundo as necessidades. Atuais testes indicam absorção de cerca de 5% do peso da amostra em água.

Perspectivas e impactos

Os autores destacam o potencial de escalabilidade da técnica, com aplicações futuras em painéis residenciais para regiões secas. A tecnologia pode reduzir a dependência de poços e bombas, oferecendo opção sustentável de abastecimento hídrico.

Pesquisas futuras buscam aumentar o volume de água absorvida e testar substituições de metais por alternativas mais leves e baratas para produção em larga escala. O estudo está disponível no PubMed Central.

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