- O cassowary do sul é listado como ameaçado pela Lei de Conservação Ambiental da Austrália, mas é difícil estimar a população por viver em áreas remotas.
- A estimativa de 2012 a 2014 mostrou cerca de 4.400 indivíduos, após quedas para menos de 1.500 no início dos anos dois mil.
- O monitoramento recomendado pela CSIRO não avançou de forma contínua desde então, apesar da importância para a gestão da espécie.
- O governo federal deve divulgar neste ano um novo plano de conservação, com ênfase em recenseamentos frequentes para acompanhar a trajetória populacional.
- Além de atropelamentos em estradas, mudanças climáticas e degradação de habitat continuam ameaças, reforçando a necessidade de ações como sinalização, passagens de fauna e restauração de áreas reflorestadas.
O surgimento de um plano de conservação não coincidiu com um mapa claro: as cassowaries-do-sul continuam em território desconhecido, apesar de esforços para conter a queda de suas populações no nordeste da Austrália. O documento aponta a necessidade de monitoramento frequente para guiar políticas públicas.
A espécie Casuarius casuarius permanece listada como ameaçada pela Lei de Proteção Ambiental e Conservação da Austrália. Pesquisadores afirmam que a difícil localização de fezes, imagens via câmeras e coleta de DNA dificultam estimativas de tamanho populacional, especialmente em áreas remotas da Queensland.
O grupo Cassowary Recovery Team, liderado pela pesquisadora Wren McLean, apresentou um novo plano de conservação que será lançado pelo governo federal neste ano. O objetivo é aumentar a frequência de recenseamentos para acompanhar a trajetória da população.
Avanços metodológicos e desafios
O levantamento de 2012-2014 introduziu técnicas inovadoras, como amostragem de DNA a partir de fezes. Ainda assim, o método é caro e difícil de implementar em cerca de 9 mil quilômetros quadrados de florestas tropicais protegidas pela UNESCO.
A área de habitat abrange quase 3,5 mil milhas quadradas no norte de Queensland, onde os cassowaries dependem de conectividade entre florestas. A intensificação de estradas e eventos climáticos extremos ampliam a necessidade de dados atualizados.
Ameaças e respostas locais
Segundo a WTMA, atropelamentos são a maior ameaça mensurável no momento. Em 2024, testes com sinais de alerta ativados por cassowários na Kuranda Range Road mostraram identificação precisa de 97% das aves e reduziram a velocidade média dos motoristas.
Além da mortalidade por vias, ondas de calor, ciclones intensificados e incêndios florestais aumentam o risco para a espécie. Especialistas ressaltam a importância de manter e ampliar áreas de habitat conectadas.
Conservação e restauração de hábitat
Iniciativas locais buscam recompor áreas degradadas e adquirir terras para reflorestamento. Voluntários plantam centenas de espécies nativas, com foco na conectividade ecológica entre remanescentes. O objetivo é ampliar a capacidade de suporte da população.
Pesquisadores destacam a importância de manter a diversidade genética e de apoiar estratégias que permitam o retorno de cassowaries a áreas históricas, como parte de um recenseamento mais abrangente.
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