Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Indício de cremação humana mais antiga da história é identificado

Vestígios na Etiópia sugerem cremação humana há cerca de 100 mil anos, com cautela devido sinais de incêndio de outras origens

Pesquisadores conduzindo os processos de levantamento, peneiramento e recuperação de fósseis no sítio arqueológico de Middle Awash, no Vale do Rift de Afar — Foto: Ferhat Kaya
0:00
Carregando...
0:00
  • Um estudo publicado em 13 de abril sugere a presença da evidência mais antiga de cremação humana já identificada, no sítio Middle Awash, no Vale do Rift de Afar, na Etiópia, há cerca de 100 mil anos.
  • Ossos exibem sinais de exposição intensa ao fogo, como rachaduras, carbonização, descoloração e fragmentação, com evidência de queima em alta temperatura.
  • Embora compatíveis com cremação intencional, os pesquisadores ressaltam cautela, pois o local também apresenta indícios de incêndios provocados por outras causas.
  • Se confirmada, a cremação representaria uma prática funerária inédita no Paleolítico Médio e ampliaria o entendimento sobre o comportamento dos primeiros Homo sapiens.
  • Além dos vestígios queimados, o sítio mostra milhares de ferramentas de pedra, objetos de obsidiana de áreas distantes e sinais de retorno frequente dos grupos humanos ao local, sugerindo interação com o ambiente e deslocamentos regionais.

O que pode ser a cremação humana mais antiga foi identificada em vestígios de Middle Awash, no Vale do Rift de Afar, Etiópia. Sinais em ossos sugerem exposição intensa ao fogo, com rachaduras, carbonização e descoloração, indicando possível queima de alta temperatura. A descoberta aparece em estudo publicado pela Proceedings of the National Academy of Sciences no dia 13 de abril.

A equipe internacional de pesquisadores destaca que, se a hipótese for confirmada, a cremação teria ocorrido há cerca de 100 mil anos. O achado reforça a ideia de práticas funerárias complexas entre os primeiros Homo sapiens na região leste da África. O sítio arqueológico também preserva camadas que mostram ocupação antiga repetida.

Apesar das evidências, os cientistas avaliam com cautela a conclusão definitiva. O local apresenta também sinais de incêndios provocados por outras fontes, o que exige cautela para separar cremação intencional de queima acidental ou causada por eventos externos. Modificações nos ossos lembram análises forenses modernas de cremação.

Evidências e cautela

As alterações ósseas observadas são compatíveis com cremação em altas temperaturas, segundo os autores. O que sustenta a hipótese é o conjunto de alterações que se aproxima de padrões forenses de cremação intencional. Ainda assim, não há confirmação definitiva no momento.

O estudo também analisa o contexto do sítio, com ferramentas de pedra carbonizadas e estruturas associadas a atividades humanas. Milhares de artefatos indicam que grupos retornavam ao local, possivelmente acompanhando ciclos hidrológicos do antigo rio Awash.

Além disso, a pesquisa aponta sinais de que objetos de obsidiana foram produzidos longe do local, sugerindo deslocamentos de longa distância. Os vestígios permanecem preservados em camadas quase intactas, o que ajuda a reconstruir o ambiente ocupado pelos primeiros Homo sapiens na região.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais