- Pesquisadores brasileiros propõem o nanodesign, conceito que transforma a planta daninha em referência para desenvolver nanoherbicidas mais eficientes.
- O estudo, liderado pelo professor Leonardo Fraceto, busca inverter a lógica tradicional, partindo das morfologias das plantas para desenhar as formulações.
- A pesquisa ganhou atenção da revista Nature, em meio ao interesse global por soluções sustentáveis no campo e resistência de plantas a herbicidas convencionais.
- O plano é criar um banco de dados morfológicos de plantas daninhas e relacioná-los a nanopartículas, com o objetivo de indicar formulações específicas para cada espécie.
- Como próximos passos, o grupo pretende testar diferentes composições, acelerar o desenvolvimento de tratamentos sob medida e integrar a abordagem à agricultura de precisão.
O grupo de pesquisadores do interior de São Paulo propõe o conceito de nanodesign para nanoherbicidas, ainda em concepção. A ideia inova ao usar as plantas daninhas como referência de design, não apenas o ativo químico. O estudo ganhou atenção da revista Nature.
Liderado por Leonardo Fraceto, coordenador do INCT em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável, o trabalho sugere inverter a lógica: a planta é o ponto de partida para construir a formulação, não apenas o alvo.
O objetivo é ampliar a eficiência das aplicações, com menor desperdício e impactos ambientais reduzidos. A equipe já acumula cerca de 20 anos de experiência em nanotecnologia aplicada ao campo.
A mudança de foco envolve analisar morfologia das plantas, absorção de substâncias, barreiras naturais e transporte de moléculas. Estudam folhas, estômatos e outras estruturas que influenciam a entrada de compostos.
Segundo Fraceto, o grupo pretende criar um banco de dados com informações morfológicas de plantas daninhas no Brasil e testar diversas composições de nanopartículas para cada grupo .
A ideia é tornar a agricultura brasileira mais preditiva, associando desenho de formulação a características das plantas. Isso poderia levar a herbicidas mais específicos e menos dependentes de testes empíricos extensos.
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