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70% dos casos de câncer de boca são diagnosticados tardiamente

Setenta por cento dos casos de câncer de boca têm diagnóstico tardio; tabagismo e etilismo elevam o risco e atrasos prejudicam o tratamento

Revista Malu
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  • Câncer de boca apresenta diagnóstico tardio em cerca de setenta por cento dos casos, dificultando o tratamento.
  • Diagnósticos na fase inicial permitem modalidades de tratamento menos invasivas e melhor preservação da função e da estética.
  • Sinais de alerta incluem feridas ou aftas que não cicatrizam em até três semanas, sangramentos, dificuldade para falar ou engolir e massas na mandíbula ou pescoço.
  • O câncer de boca tem maior incidência entre homens, associado a tabagismo, etilismo e, nos lábios, à exposição solar.
  • Prevenção envolve higiene bucal, cessação do tabagismo e do consumo de álcool, correção de próteses mal ajustadas; a vacina contra HPV não comprovadamente previne tumores na cavidade bucal.

Para Álvaro Guimarães Paula, oncologista clínico especializado em tórax, cabeça e pescoço da Croma Oncologia, o diagnóstico tardio é um dos principais entraves no tratamento do câncer de boca. Detectar a doença cedo aumenta significativamente as chances de cura e permite terapias menos invasivas.

A doença pode aparecer em qualquer área da cavidade oral, incluindo lábios, gengiva, língua e palato. Sinais persistentes por mais de duas a três semanas devem ser avaliados rapidamente, pois o reconhecimento precoce favorece o sucesso terapêutico.

Sinais de alerta

Feridas ou aftas que não cicatrizam em até 3 semanas, bem como lesões associadas a próteses mal ajustadas, exigem investigação. Sangramento bucal, dificuldade para falar ou engolir, e massas no pescoço também indicam necessidade de avaliação imediata. Nódulos no pescoço costumam aparecer em estágios avançados.

A maior ocorrência entre homens está ligada a hábitos como tabagismo e consumo de álcool. Nos lábios, a exposição ao sol é outro fator de risco relevante. A prevenção envolve higiene bucal, cessação do tabagismo, redução do álcool e correção de próteses mal ajustadas.

Prevenção e mitos

Há a percepção de que apenas fumantes ou pescadores de álcool desenvolvem o câncer bucal, o que não é verdade. Além disso, não há evidência de que a vacina contra HPV previna tumores na cavidade bucal, diferente do que ocorre com tumores de orofaringe. Mantém-se, assim, a importância de hábitos saudáveis e avaliações regulares com dentistas.

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