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Brasil aprova terapia semestral para doenças respiratórias

Anvisa aprova depemoquimabe, imunobiológico de ultralonga ação, para asma e rinossinusite crônica com pólipos, administrado a cada seis meses

Foto de Aakash Dhage / DINO
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  • A Anvisa aprovou o Densurko (depemoquimabe) para tratamento complementar de asma não controlada e rinossinusite crônica com pólipos nasais grave, mediadas por inflamação tipo 2, a partir de doze anos para asma e em adultos para rinossinusite crônica com pólipos graves.
  • O medicamento é uma imunoterapia de ultralonga ação, administrada por via subcutânea a cada seis meses, com dose de 100 mg.
  • Dados de fase III (estudos SWIFT 1 e 2 para asma; ANCHOR 1 e 2 para rinossinusite) mostraram redução significativa de crises de asma e melhoria de desfechos clínicos relevantes.
  • Nos estudos com asma, houve queda de até 58% nas exacerbações e menos hospitalizações/atendimentos de emergência ao longo de 52 semanas.
  • A aprovação reforça a atuação da GSK com terapias direcionadas à inflamação tipo 2 e ressalta a disponibilidade dessa opção no Brasil, já disponível também em Estados Unidos, Europa e Japão.

A Anvisa aprovou o uso de Densurko (depemoquimabe) para o tratamento de asmalesa e rinossinusite crônica com pólipos nasais mediadas por inflamação tipo 2. O imunobiológico de nova geração é administrado a cada seis meses em pacientes a partir de 12 anos com asma não controlada ou adultos com rinossinusite crônica grave não controlada. A decisão consolida a primeira terapia de ultralonga ação nesse perfil.

O medicamento é um anticorpo monoclonal que mira a interleucina-5 (IL-5), reduzindo eosinófilos e contribuindo para o controle da inflamação. Em estudos de fase III, depemoquimabe mostrou redução de crises de asma e melhoria de desfechos clínicos relevantes em rinossinusite com pólipos.

A aprovação ocorreu com base em quatro estudos clínicos de fase III — SWIFT 1 e 2 e ANCHOR 1 e 2 — que indicaram eficácia associada ao tratamento padrão. Nos pacientes com asma, houve queda de eventos graves e menos hospitalizações ao longo de 52 semanas.

O que muda na prática

Pacientes com asma a partir de 12 anos e com inflamação tipo 2 passam a ter uma opção de manutenção a cada seis meses, complementar ao tratamento de base. Em rinossinusite crônica com pólipos, a terapia também se mostra alternativa para facilitar o controle da doença.

Contexto e alcance

No Brasil, estima-se que cerca de 20 milhões de pessoas sejam asmáticas, com muitos casos ainda mal controlados. A rinossinusite crônica com pólipos nasais é outra condição relevante, com impacto na qualidade de vida. A depemoquimabe amplia possibilidades terapêuticas nessa população.

A GSK informou que Densurko já havia sido aprovado também em Estados Unidos, Europa e Japão. A empresa ressalta o compromisso com a transformação de ciência em soluções para pacientes respiratórios e imunológicos.

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