- Estudo publicado na The Astrophysical Journal aponta que buracos negros supermassivos no centro de galáxias podem destruir atmosferas e o ozônio de exoplanetas potencialmente habitáveis, por meio de núcleos galácticos ativos (AGN).
- AGNs aquecem atmosferas, aceleram a perda de gases e reduzem a camada de ozônio, aumentando a radiação ultravioleta que atinge a superfície dos planetas.
- Ventos galácticos ultrarrápidos emitidos por esses buracos negros podem alcançar regiões distantes da galáxia, impactando a estabilidade atmosférica de exoplanetas.
- Os efeitos são mais intensos para ventos impulsionados por energia, com planets próximos ao centro galáctico correndo maior risco de perder o ozônio.
- A pesquisa sugere que zonas habitáveis são mais restritas do que se imaginava, e futuros estudos devem avaliar radiação e ventos em conjunto para entender o real impacto sobre a possibilidade de vida.
Um estudo publicado na The Astrophysical Journal aponta que buracos negros supermassivos nos centros das galáxias podem tornar exoplanetas potencialmente habitáveis ambientes hostis. Pesquisas focadas na zona habitável passam a considerar também o ambiente galáctico.
Liderado por Jourdan Waas, o trabalho analisa como núcleos galácticos ativos, ao liberar energia e ventos ultrarrápidos, afetam atmosferas planetárias a grandes distâncias. Os efeitos identificados incluem aquecimento extremo, erosão atmosférica e redução da ozônio.
O que acontece
Os ventos impulsionados por energia, segundo o estudo, representam o maior risco para a habitabilidade. Eles aquecem moléculas atmosféricas o bastante para escaparem ao espaço, reduzindo o peso atmosférico ao longo do tempo.
Como isso ocorre
Além do aquecimento, os ventos aceleram reações químicas que geram óxidos de nitrogênio, químicos que ferem a camada de ozônio. Em galáxias com buracos negros muito massivos, o ozônio pode quase desaparecer próximo ao centro.
Onde isso é relevante
Os efeitos se estendem a regiões não tão próximas, atingindo distâncias maiores do que as estimativas anteriores. Planetas localizados no interior de galáxias podem apresentar condições inadequadas para a manutenção de vida complexa.
Por que importa
A pesquisa sugere que a habitabilidade cósmica depende tanto da estrela quanto do comportamento do coração da galáxia. A combinação de radiação intensa e ventos galácticos pode ampliar o alcance da influência dos AGNs.
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