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Casa Branca impulsiona Intel; empresa se aproxima da Apple após crise

Casa Branca adquire nove vírgula nove por cento da Intel, aproximando-a da Apple e renovando expectativas de recuperação da fabricante de chips diante de gargalos na cadeia

Casa Branca impulsiona Intel, que se aproxima da Apple e avança após anos de crise
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  • O governo dos Estados Unidos comprou 9,9% da Intel por US$ 20,47 por ação, em agosto passado, proporcionando aos EUA um retorno de cerca de US$ 43 bilhões.
  • A operação, associada à aproximação da Apple, é vista como impulso para a recuperação da Intel na indústria de semicondutores.
  • Segundo relatos, um acordo preliminar aponta que a Intel atenderia parte das necessidades de chips da Apple, com foco em produção de chips sob medida.
  • A Apple, que já teve a Intel como fornecedora de Macs, busca diversificar para reduzir dependência da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC), que hoje domina mais de 90% do fornecimento.
  • A Intel aponta que suas tecnologias de fabricação, como a linha 14A, podem representar avanços importantes, em meio a desafios de produção e transição de fornecedores.

A Casa Branca ampliou a aposta no setor de semicondutores ao comprar 9,9% da Intel. O investimento, feito a US$ 20,47 por ação em agosto, gerou, até o momento, retorno de US$ 43 bilhões para os EUA. A decisão é vista como impulso estratégico para recuar a crise de fornecimento.

A operação tem vínculos com a Apple e com outras gigantes de tecnologia. Segundo o Wall Street Journal, o secretário de Comércio atuou diretamente para viabilizar acordos entre a Intel e clientes significativos, entre eles Nvidia e SpaceX.

Pelo acordo preliminar, a Intel passaria a atender parte das necessidades de chips da Apple, ainda sem confirmação de quais produtos. Analistas dizem que a Apple tem buscado diversificar fornecedores para manter a cadeia de suprimentos estável.

Historicamente, a Apple fornecia chips para Macs até migrar para a fabricação própria com a TSMC, após 2020. A mudança sinaliza uma nova fase na relação entre Apple e Intel, com foco em chips para diferentes plataformas.

A estratégia da Intel é ampliar serviços de fundição para além de seus próprios projetos. A meta é atrair clientes de alto padrão, incluindo Apple e Nvidia, para ampliar a produção de chips sob medida.

Analistas apontam que, mesmo com a parceria, a TSMC manterá larga superioridade na divisão de fabricação. A firma de Cupertino busca reduzir dependência de fornecedores externos, diante da demanda de IA e de cadeias globais sensíveis.

O objetivo maior, segundo especialistas, é sustentar a recuperação da Intel e avançar na autossuficiência dos EUA na fabricação de semicondutores, num ano em que fatores geopolíticos ajudam o movimento. A Apple, por sua vez, avalia vantagens de qualidade e integração.

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