- Devin já escreve mais de 90% do código interno da Cognition, segundo o CEO e cofundador Scott Wu.
- A Cognition afirma que Devin combina tecnologia própria com modelos da OpenAI e da Anthropic, sem depender de um único modelo.
- A estratégia permite escolher a melhor ferramenta para cada tarefa e reduzir a dependência de uma única empresa.
- A empresa pretende permanecer independente e diz que a nova rodada de mais de US$ 1 bilhão facilita manter o negócio autônomo.
- A Cognition já realizou movimentação de consolidação, comprando o que restou da Windsurf após o Google fechar acordo de US$ 2,4 bilhões por talentos e direitos de licenciamento.
Devin, o agente de IA da Cognition, já escreve mais de 90% do código interno da empresa, segundo o CEO e cofundador Scott Wu. A alegação reforça a defesa da utilização de agentes autônomos no desenvolvimento de software.
A Cognition afirma que Devin utiliza uma combinação de tecnologia própria com sistemas da OpenAI e da Anthropic. Segundo Wu, essa abordagem permite selecionar a ferramenta mais adequada para cada tarefa e reduzir dependência de um único fornecedor.
Essa estratégia posiciona a Cognition como uma plataforma intermediária entre grandes laboratórios de IA e clientes corporativos que buscam automatizar a programação, ampliando a autonomia da empresa frente a concorrentes.
“Trabalhar com uma combinação de modelos é melhor do que depender de um único modelo”, afirmou Wu, destacando o objetivo de manter a empresa atuando de forma independente.
A Cognition informou que irá manter a independência mesmo após uma rodada de financiamento superior a US$ 1 bilhão, permitindo operar como negócio autônomo sem venda para grandes empresas de tecnologia.
A notícia acompanha movimentos de alto valor no setor, como negociações envolvendo SpaceX e a possível aquisição da Cursor por até US$ 60 bilhões.
Em julho do ano passado, a Cognition também ampliou sua presença ao adquirir o restante da Windsurf, após o acordo de US$ 2,4 bilhões envolvendo talentos e licenciamento da startup.
Agentes de IA mudam a disputa por talentos em tecnologia
A ascensão de Devin, Cursor e Claude Code sinaliza uma nova etapa na programação, com foco em agentes capazes de executar projetos inteiros, não apenas sugerir código.
No Brasil, a adoção dessas tecnologias pode impactar empresas de software, bancos, consultorias e startups, exigindo ajustes em governança, treinamento e gestão de código gerado por IA.
Investidores já tratam a automação da programação como uma das principais apostas da nova economia de IA, refletindo maior valorização de plataformas que integram modelos diferentes.
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