- Em 2025 a América Latina viveu aquecimento acima da média, com ondas de calor intensas e chuvas mais extremas, segundo a Organização Meteorológica Mundial.
- Registros históricos incluem Mexicali a 52,7 °C e São Paulo alcançando 37,2 °C; Rio de Janeiro ficou próximo de 45 °C.
- As geleiras andinas recuam rapidamente, o que aumenta a pressão sobre rios e água para milhões de pessoas na região.
- O Atlântico tropical e o Pacífico registraram ventos e tempestades fortes, com 18 tempestades nomeadas no Pacífico e 13 no Atlântico em 2025; o furacão Melissa atingiu a Jamaica como Catóstico 5, deixando 45 mortos e perdas de cerca de US$ 9 bilhões.
- A OMM alerta que El Niño pode se intensificar nos próximos meses, alterando regimes de chuvas e elevando os impactos climáticos na região.
O relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgado em Brasília aponta que a América Latina enfrentou em 2025 um aquecimento climático acompanhado de eventos extremos. O texto destaca temperaturas acima da média, redução de geleiras andinas e elevação acelerada do nível do mar em parte da região.
O estudo, que analisa o estado do clima no território latino-americano e caribenho, aponta que o México teve aquecimento acima da média e que América Central e Sul aparecem entre os cinco anos mais quentes desde o início das medições. Dados são acompanhados por Marengo, do Cemaden.
A região, que abriga quase 700 milhões de pessoas, registrou ondas de calor intensas em áreas amplas da América do Norte, Central e do Sul, com marcas acima de 40 °C em vários locais. Em Mexicali, a temperatura atingiu 52,7 °C, apontando novo recorde.
Paralelamente, houve recorde de calor em São Paulo, com 37,2 °C, e registros próximos a 45 °C no Rio de Janeiro, bem como em Mariscal Estigarribia, no Paraguai. Ondas de calor e secas pressionaram serviços de saúde e reduziram a produção de alimentos.
Ondas de calor associadas a secas contribuíram para perdas econômicas e impactos humanos. Entre 2012 e 2021, as estimativas apontam cerca de 13 mil mortes anuais por calor na região, segundo dados da OMM.
Panorama dos oceanos e geleiras
No Caribe e no Golfo do México, as temperaturas superficiais atingiram níveis históricos em 2025. O aquecimento marítimo também impulsiona a elevação do nível do mar, com aceleração em partes do Atlântico tropical e do Caribe.
O recorrido de gelo nas geleiras andinas continua rápido, o que reduz o aporte hídrico para grandes rios da região, afetando cerca de 90 milhões de pessoas que dependem dessas fontes no abastecimento.
Eventos climáticos e impactos
A temporada de furacões de 2025 registrou 18 tempestades nomeadas no Pacífico Oriental e 13 na bacia do Atlântico, com impactos significativos. Entre os casos mais graves, o furacão Melissa atingiu a Jamaica como categoria 5, provocando 45 mortes e prejuízos de cerca de 9 bilhões de dólares.
A elevação do nível do mar, associada ao aquecimento oceânico, aumenta o risco de ciclones mais intensos em áreas litorâneas da região. Autoridades ressaltam a necessidade de alertas precoces e planejamento adaptativo para reduzir danos.
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