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Desmatamento no Brasil cai abaixo 1 milhão de ha pela primeira vez desde 2019

Desmatamento fica abaixo de 1 milhão de hectares em 2025, primeira vez desde 2019; Matopiba e Mato Grosso respondem por 63% da área desmatada

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  • O desmatamento no Brasil ficou abaixo de 1 milhão de hectares em 2025, a primeira vez desde 2019.
  • A queda foi de 20,6% em relação a 2024, equivalendo a uma média de 2.698 hectares desmatados por dia.
  • O Cerrado respondeu por quase 55% do total, sendo o bioma com o maior desmatamento; a Amazônia e o Pantanal apresentaram as maiores reduções proporcionais.
  • Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, somados a Mato Grosso, representaram 63% da área desmatada em 2025.
  • O relatório destaca a EDR (regulamentação da União Europeia) que pode restringir produtos de áreas desmatadas após 31 de dezembro de 2020, com cerca de 7 milhões de hectares identificados nesse período; 99% do desmatamento relacionado a garimpo ocorre na Amazônia.

O desmatamento no Brasil ficou abaixo de 1 milhão de hectares em 2025, pela primeira vez desde o início da série histórica do MapBiomas Alerta. Houve queda de 20,6% em relação a 2024, abrangendo os seis biomas brasileiros.

A maior parte da área desmatada em 2025 está no Cerrado, que sozinho respondeu por quase 55% do total. Amazônia e Cerrado juntos somam 84% do desmatamento do ano. Pantanal registrou a maior redução proporcional entre os biomas.

O RAD 2025, sétima edição do Relatório Anual, aponta que Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia e Mato Grosso somam 63% da área desmatada. Natalia Crusco, pesquisadora do MapBiomas, ressalta esse peso regional.

O Pará aparece como o estado com mais desmatamento no acumulado de 2019 a 2025, maior concentração no 2025, mas houve queda de 40% em relação a 2024. Em 2025, Maranhão lidera o ranking estadual, com redução de quase 30%.

Especialistas apontam expansão da agropecuária como motor principal do desmatamento, respondendo por 97% das perdas nos últimos sete anos. A nota da imprensa estima que 99% da área desmatada em 2025 teve relação com esse vetor.

O relatório destaca a regulamentação da UE (EUDR), que restringe produtos provenientes de florestas desmatadas a partir de 2020. Identificados cerca de 7 milhões de hectares desmatados após essa data, com impactos potenciais em imóveis rurais.

Entre os destaques setoriais, 99% da área associada ao garimpo está na Amazônia, com maior concentração no Pará. Desmatamentos ligados a energia renovável concentram-se na Caatinga (97%). O Cerrado concentra 35% da desmatação urbana.

A média diária de desmatamento no Brasil foi de 2.698 hectares em 2025, o que equivale a cerca de 17 parques Ibirapuera de vegetação nativa desmatados por dia. Em unidades de conservação houve redução de 21,4% em relação a 2024.

Nos municípios, 2.932 dos 5.572 tiveram pelo menos um evento de desmatamento em 2025. Os dez municípios que mais desmataram, todos no Piauí, responderam por 15% do total nacional.

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