- Em 2025, o desmatamento atingiu 985 mil hectares, queda de 20% frente a 2024, e ficou abaixo de 1 milhão de hectares pela primeira vez.
- O valor equivale a 112 campos de futebol desmatados por hora, ou 17 parques do Ibirapuera ao dia.
- O Cerrado foi o bioma mais afetado, respondendo sozinho por mais da metade da área desmatada no ano, acima de 540 mil hectares; a Amazônia registrou queda de 23,5% ante 2024.
- A queda de desmatamento ocorreu em todos os biomas, com Pantanal registrando a maior redução, de 48%.
- A expansão agropecuária respondeu por 99% da perda de vegetação nativa; Matopiba concentrou 52% da área desmatada em 2025.
Em 2025, o desmatamento no Brasil ficou em 985 mil hectares, menor que em 2019, marco inicial da série MapBiomas. O ritmo equivale a 112 campos de futebol por hora, ou 17 parques do Ibirapuera por dia. Ainda assim, a área perdida superou 900 mil hectares pela primeira vez.
A redução foi de 20% frente a 2024, com quedas em todos os biomas. A maior diminuição ocorreu no Pantanal, com recuo de 48%. A Amazônia registrou queda de 23,5% em relação a 2024, apesar de manter vulnerabilidade.
Cerrado no epicentro
O Cerrado concentrou sozinho mais da metade da área desmatada, com cerca de 540 mil hectares. Esse bioma manteve-se como o mais afetado pelo desmatamento pelo terceiro ano consecutivo.
Nas Unidades de Conservação, houve redução de ~22% no desmatamento, e oito em cada dez hectares desmatados ocorreram no Cerrado ou na Amazônia. A área desmatada em Terras Indígenas teve queda semelhante.
Fronteira agrícola em foco
A expansão agropecuária respondeu por 99% da perda de vegetação nativa, segundo MapBiomas. No período de sete anos de monitoramento, a participação foi de 97% do total. O Matopiba respondeu por 52% de toda a área desmatada em 2025.
O Matopiba engloba Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, onde milho, soja, algodão e pecuária são as principais atividades, com foco na exportação. Outros fatores incluem garimpo na Amazônia, projetos de energia na Caatinga e expansão urbana.
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