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Ecofalante 2026 aborda diversidade e impasses contemporâneos

Ecofalante 2026 exibe 104 filmes de vinte e sete países em treze dias, com mais de cinquenta por cento dirigidos por mulheres e debates sobre crise climática

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  • Ecofalante 2026 acontece de 28 de maio a 10 de junho em São Paulo, exibindo 104 filmes de 27 países, sendo 51 produções brasileiras.
  • A programação abre com O Urso Inconveniente, exibido para convidados, e tem o meio ambiente como tema central, plus a atenção a mudanças climáticas e políticas públicas.
  • Destaques incluem Nossa Terra, de Lucrecia Martel, e Arquivo Vivo, que dialoga com o projeto Vídeo nas Aldeias, além de obras sobre educação, leitura e memória coletiva.
  • Mais de cinquenta por cento dos filmes são dirigidos por mulheres; entre os títulos, destaca-se Sem Dó nem Piedade (No Mercy), que discute o cinema feminino.
  • Haverá debates, mesas e atividades (cinema, oficinas e masterclass) em espaços gratuitos como Reserva Cultural e Centro Cultural São Paulo, com parte da programação on-line nas plataformas Itaú Cultural Play e Spcine Play.

O Ecofalante 2026 apresentou uma agenda extensa para o público de São Paulo. O festival ocorre entre 28 de maio e 10 de junho, com 104 filmes de 27 países, sendo 51 nacionais. O foco principal é o meio ambiente, em meio a debates sobre mudanças climáticas e perspectivas políticas.

A programação abre com a exibição para convidados de O Urso Inconveniente, com direção de Gabriela Oslo Vanden e Jack Weisman, vencedor no Sundance. O filme dá o tom de abertura para a temporada de obras que trazem variações do tema ambiental.

Entre os destaques, está Nossa Terra, da argentina Lucrecia Martel, que participa da mostra. Martel é reconhecida internacionalmente por obras como O Pântano e Zama, e o filme nasce de uma ligação com a luta indígena pela terra e pela memória cultural.

Destaques e linhas temáticas

O conjunto de obras inclui ainda Arquivo Vivo, de Vincent Carelli, que dialoga com o projeto Vídeo nas Aldeias e a defesa de povos originários. O filme apresenta quatro décadas de atuação e reforça a educação audiovisual para comunidades indígenas.

Escrevendo a Vida – Annie Ernaux pelos Olhos dos Estudantes, de Claire Simon, acompanha leituras entre professores e alunos. A obra explora como trechos da escritora francesa provocam reações entre jovens, especialmente sobre sexualidade e aborto.

Outros enfoques e diversidade

Lendo o Mundo, sobre Paulo Freire, destaca a relação entre alfabetização e libertação. O documentário, dirigido por Catherine Murphy e Iris de Oliveira, valoriza a prática da educação como caminho político.

A equipe do Ecofalante ressalta diversidade de gênero: mais de 50% dos filmes são dirigidos por mulheres, reforçando representatividade na seleção.

Formato e programação

Entre os filmes em catálogo, destacam-se títulos de ficção documental que abordam desde questões femininas até a memória histórica. O festival oferece debates, mesas redondas e discussões sobre temas como democracia, colonialismo e saúde mental.

A programação brasileira competitiva inclui longas como Arquivo Vivo, A Fabulosa Máquina do Tempo e Amazônia Oktoberfest, além de curtas como A Nave que Nunca Pousa e Praia dos Milagres. A seleção privilegia obras com foco social e ambiental.

Sobre o evento e organização

A 15ª Mostra Ecofalante acontece em sessões gratuitas na Reserva Cultural e no Centro Cultural São Paulo, além de pontos no circuito Spcine. Parte da programação também estará online, via Itaú Cultural Play e Spcine Play, após o festival.

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