Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

El Niño Godzilla afeta todo o Brasil, dizem especialistas

Cemaden alerta: El Niño Godzilla pode provocar secas no Norte e Nordeste, enchentes no Sul e ondas de calor, impactando água, energia e saúde

Tempestade de raios — Foto: Tasos Mansour via Unsplash
0:00
Carregando...
0:00
  • O El Niño Godzilla pode ocorrer em 2026/2027 e pode impactar o Brasil de Norte a Sul, com secas, enchentes e ondas de calor, segundo o Cemaden.
  • Seca na Amazônia é prevista, enquanto o Sul pode enfrentar chuvas intensas e maior potencial de enchentes, com pico entre primavera e verão.
  • Um super El Niño poderia trazer inundações, secas severas e mudanças na trajetória de tempestades; o Sul tende a mais chuva, e o Norte/Nordeste a menos.
  • O ministro Flávio Dino determinou que União e estados detalhem medidas de planejamento contra incêndios nos biomas Amazônia e Pantanal, dentro da ADPF 743.
  • A mudança no ciclo de chuvas pode reduzir o índice de disponibilidade hídrica, afetando rios do Norte, abastecimento, navegação e geração hidrelétrica, além de potencializar ondas de calor.

O El Niño conhecido como Godzilla pode afetar o Brasil de forma ampla neste ano de primavera e verão de 2026/2027. Especialistas dizem que a intensidade ainda não é confiavelmente definida, mas há expectativa de seca no Norte e Nordeste e enchentes no Sul, com ondas de calor intensificadas. O alerta partiu do Cemaden, em nota técnica recente.

Segundo dados do Cemaden, o aquecimento das águas do Pacífico supera já o monitorado no passado, sugerindo possível impacto extremo. A comunidade científica ressalva que previsões de longo prazo ainda são incertas, com simulações internacionais apontando variações significativas.

Caso se confirme um super El Niño, haveria mudanças climáticas acentuadas, incluindo inundações, secas severas, ondas de calor e alterações no trajeto de tempestades. No Sul, historicamente tende-se a chuvas acima da média; no Norte e Nordeste, há risco de redução das precipitações.

O ministro Flávio Dino, do STF, determinou que União e estados das áreas sensíveis apresentem medidas de planejamento para enfrentar possíveis incêndios florestais, dentro da ADPF 743, que avalia ações de prevenção em biomas como a Amazônia e o Pantanal.

Seca na Amazônia

Grandes secas já ocorreram em anos de El Niño e em anos sem o fenômeno. O Cemaden aponta que, no último El Niño forte (2023/2024), houve a maior seca em 70 anos. A expectativa é de que os impactos comecem na primavera e se agravem até o verão.

Enchentes no Sul

A tendência é de chuvas mais intensas e frequentes no Sul, especialmente na primavera e em áreas do Mato Grosso do Sul. Porto Alegre e entorno devem exigir atenção por infraestrutura crítica e alta densidade populacional, conforme a nota técnica.

Santa Catarina pode enfrentar chuva mais volumosa, com variação de áreas e duração. O estado possui encostas vulneráveis a deslizamentos em áreas urbanizadas. Paraná deve registrar aumento moderado de chuvas, com risco de enxurradas e alagamentos.

Mato Grosso do Sul pode apresentar sinais secundários de maior chuva em períodos curtos, elevando o risco de enchentes e inundações. Em outras regiões, chuvas localizadas ainda são possíveis, de acordo com o Cemaden.

Impactos nos recursos hídricos

A previsão de mudanças no ciclo de chuvas pode reduzir a disponibilidade de água, com rios do Norte permanecendo abaixo da média após o fim do El Niño. A água mais quente também pode comprometer a qualidade, elevando sedimentos e matéria orgânica.

Usinas hidrelétricas de rios como Xingu, Madeira e Tocantins-Araguaia podem ser afetadas pela menor renovação hídrica. O texto técnico indica impactos na geração de energia e no abastecimento humano e ecológico.

Ondas de calor

Ondas de calor já ocorrem anualmente, mas o Pacífico em aquecimento pode intensificar esses episódios. Em anos de El Niño forte, a intensidade tende a aumentar, ampliando impactos na saúde pública e nos ecossistemas.

Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo aparecem como os estados com maior frequência de ondas de calor; Norte e Nordeste também registram episódios intensos nos últimos anos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais