- Google inaugura um Centro de Engenharia de software no IPT da USP, em São Paulo, ampliando a presença da empresa no Brasil.
- O espaço tem foco em privacidade, segurança digital, IA e acessibilidade, com hub de cibersegurança e interação com pesquisadores, estudantes, startups e a comunidade via o projeto IPT Open.
- O centro abrigará o Google Security Engineering Center, sendo o Brasil o primeiro centro latino-americano do programa, refletindo a atuação em ambientes digitais seguros e com combate a conteúdos inadequados.
- A estrutura tem capacidade para cerca de quatro centenas de pessoas, reunindo equipes de engenharia, design, ciência de dados, experiência do usuário, acessibilidade e gestão de produtos.
- Não há programa específico de estágio com a USP; as iniciativas de formação existentes continuam abertas a candidatos de diversas instituições.
O Google inaugurou nesta semana o novo Centro de Engenharia de Software dentro do IPT, na USP, em São Paulo. A unidade foca em privacidade, segurança digital e acessibilidade, expandindo a presença da empresa no Brasil quase 20 anos após o primeiro centro no país, em Belo Horizonte. A abertura integra o projeto IPT Open, que aproxima empresa, academia e startups.
O espaço pretende reunir engenheiros, designers, cientistas de dados, profissionais de UX e gestão de produtos. Segundo o Google, o centro servirá de hub para a comunidade acadêmica, pesquisadores, alunos e startups, com atividades de cooperação e projetos conjuntos. A iniciativa integra o ecossistema brasileiro já conhecido pela atuação global da companhia.
Alex Freire, diretor sênior e líder do Centro de Engenharia em São Paulo, afirmou que a missão é estabelecer uma equipe de ponta na área de privacidade, segurança e proteção aos usuários. A expansão paulista é apresentada como evolução da presença brasileira dentro da estrutura global do Google. Belo Horizonte permanece como polo estratégico.
Estrutura e objetivos
O centro terá capacidade para cerca de 400 pessoas, distribuídas entre equipes do Google e o campus de startups instalado no local. Entre as atividades, haverá desenvolvimento de mecanismos de proteção contra ataques digitais e controle do uso indevido de IA. Pesquisas incluem evitar vazamento de dados durante o treinamento de modelos e bloquear conteúdos ilegais.
Além disso, o Google Security Engineering Center (GSEC) terá continuidade no espaço, ampliando a colaboração com governos, empresas, pesquisadores e especialistas em segurança digital. Freire destacou que o Brasil foi escolhido por ser um mercado com alto nível de digitalização e desafios como golpes e fraudes.
Parcerias com a USP e iniciativas de inclusão
O centro aproxima-se da universidade por meio de ações com a USP, incluindo disciplinas de cibersegurança em parceria com o IME e a participação na Cátedra de IA Responsável do IEA. Também haverá um setor fixo dedicado à acessibilidade, com tecnologias assistivas para testes e desenvolvimento de produtos voltados a pessoas com deficiência.
Freire ressaltou que o espaço será aberto ao público e pensado para colaborar com a comunidade. Ele citou exemplos de soluções originadas no Brasil que foram escaladas globalmente, como ferramentas de proteção a dispositivos móveis em caso de furto com uso de IA.
O Google mantém programas de estágio e formação profissional no país, com oportunidades voltadas a estudantes de diferentes instituições. Não houve anúncio de um programa específico de estágios com a USP, segundo o executivo, reforçando a abertura a candidatos de várias regiões e instituições.
Entre na conversa da comunidade