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Mais de 4 mil mortes por inundações no mundo em 2025, diz estudo

Em 2025, inundações causaram 4,2 mil mortes e mais de US$ 28 bilhões em danos, atingindo Texas, Rio Grande do Sul e regiões africanas

Pesquisa destacou recorrência das inundações no Rio Grande do Sul
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  • Em 2025 ocorreram 4,2 mil mortes por inundações no mundo e mais de US$ 28 bilhões em danos, aponta a revista Nature Reviews Earth & Environment.
  • O estudo foi produzido por pesquisadores da Unesp (campus de São José dos Campos) em parceria com o Cemaden, a Nasa e outras instituições internacionais, analisando episódios globais ao longo de 2025.
  • Entre os eventos destacados estão a tragédia no Texas, em julho, com mais de 100 mortos, e as enchentes no Rio Grande do Sul, além de impactos extremos no continente africano.
  • A avaliação combinou modelos de comportamento de rios com dados do Global Land Data Assimilation System (GLDAS), da Nasa, cruzando resultados com informações populacionais e o banco EM‑DAT para mortes e danos.
  • Apesar de 2025 ter tido menor exposição a inundações, as emissões de gases de efeito estufa continuaram altas e as temperaturas globais permaneceram elevadas, com fatores naturais como El Niño e Oscilação Decadal do Pacífico influenciando a distribuição de chuvas.

Um levantamento publicado na revista Nature Reviews Earth & Environment aponta que em 2025 ocorreram 4,2 mil mortes associadas a inundações em todo o planeta. Os desastres causaram mais de US$ 28 bilhões em danos, segundo o estudo.

A pesquisa foi realizada por pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Desastres Naturais da Unesp, campus de São José dos Campos, em parceria com o Cemaden, a Nasa e outras instituições internacionais. Foram analisadas enchentes ocorridas ao longo do ano.

O estudo combina modelos computacionais com dados do sistema de monitoramento da Nasa, o GLDAS, para estimar o nível máximo de rios em 2025 e comparar com o histórico recente. A área com nível de enchente grave foi classificada como alto risco.

A equipe cruzou dados com informações populacionais para estimar a exposição ao risco e, para danos e mortes, utilizou o EM-DAT, banco ligado à Universidade de Louvain, na Bélgia, permitindo comparações ao longo dos anos.

Entre os eventos destacados, estão mais de 100 mortes no Texas, em julho, e as fortes cheias no Rio Grande do Sul, no Brasil. O estudo também aponta impactos no continente africano e reforça a influência de fatores como o El Niño e a Oscilação Decadal do Pacífico.

Segundo os pesquisadores, 2025 teve menor exposição a inundações nas últimas duas décadas, mas isso não indica melhora climática. Em vez disso, fatores naturais fortes, com menor intensidade do El Niño, contribuíram para o cenário.

Os especialistas ressaltam que choques atmosféricos e oceânicos, somados a solos saturados e temperaturas altas, moldaram o padrão de eventos extremos. A variabilidade climática natural segue influenciando a distribuição de enchentes ao redor do mundo.

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