- Onda de calor extremo atingiu partes da Europa Ocidental, com França, Espanha e Reino Unido registrando temperaturas históricas em maio.
- Londres registrou 35,1°C, rompendo o recorde de maio, superando o antigo de 32,8°C.
- A França teve o dia de maio mais quente já registrado, com o índice de calor nacional em torno de 24,8°C; 13 departamentos ficaram em alerta laranja.
- A Météo-France disse que um “domo de calor” mantido por uma alta pressão elevou as temperaturas em mais de 10°C a 13°C acima do normal para a época.
- Especialistas destacam que o aquecimento global torna ondas de calor mais frequentes e intensas; há relatos de mortes ligadas ao calor na França e no Reino Unido.
O oeste da Europa vivencia uma onda de calor extremo que, segundo o chefe climática da ONU, é um lembrete brutal dos impactos da crise climática. França e Reino Unido registraram recordes de temperatura em dias consecutivos, com as leituras acima do habitual para maio. A causa apontada remete ao uso de combustíveis fósseis, principal motor das mudanças climáticas.
Simon Stiell, secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, afirmou que o aquecimento global provocado pela queima de carvão, petróleo e gás aumenta a frequência e a intensidade de ondas de calor. Ele ressaltou a necessidade de acelerar a transição para fontes de energia mais limpas.
O mergulho na alta temperatura ocorreu em meio a tensões no Oriente Médio, que evidenciaram os custos da dependência de combustíveis fósseis. Em nível internacional, autoridades destacaram condições recorde em várias regiões, com 43C em partes da Índia conforme relatos de mortes por insolação.
O Met Office britânico confirmou 35,1C em Kew Gardens, Londres, na terça-feira, superando o recorde anterior de 34,8C. A marca anterior de 32,8C, estabelecida em 1922, foi igualada em 1944. Em Paris, Météo-France indicou pico de calor fora da média para maio, com o índice de calor nacional atingindo marca recorde.
France, que previa picos próximos de 39C, registrou também o dia de maio mais quente já observado. Treze dos 96 departamentos administrativos estavam em alerta laranja pela alta temperatura, enquanto 29 estavam em alerta amarelo. O organismo climático francês descreveu um “dome de calor” preso por uma frente de alta pressão.
Na Península Ibérica, a Espanha enfrentava previsões de até 40C, com alertas de temperatura para o Basco e regiões do norte e sul previstas entre 36C e 38C. Aemet observou que os dados de temperatura já superaram padrões típicos de julho, caracterizando o episódio como parte de padrões climáticos em aquecimento.
Dados regionais apontam impactos diretos: na França, autoridades registraram pelo menos sete mortes associadas ao calor, incluindo casos envolvendo competidores esportivos e afogamentos em áreas de lazer. Na Inglaterra, quatro jovens também morreram desde o fim de semana, segundo o governo local.
Especialistas apontam que episódios de calor extremo, antes típicos de metade do ano, vêm ocorrendo com maior frequência e intensidade conforme o planeta aquece. O papel das mudanças climáticas na ampliação e antecipação dessas ondas é destacado por pesquisadores, que ressaltam a necessidade de adaptação e mitigação.
A situação ressalta a necessidade de políticas públicas que reduzam a dependência de combustíveis fósseis e protejam vidas, negócios e economias diante de eventos climáticos cada vez mais graves. Medidas de proteção e de resposta a emergências permanecem em debate entre autoridades nacionais e internacionais.
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