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Operação resgata 69 ararinhas-azuis no sertão baiano para isolar vírus

Operação resgata 69 ararinhas-azuis de criadouro na Bahia e as transfere para isolamento na Univasf para evitar circovírus

Equipe transporta gaiola com casal de ararinhas-azuis retiradas de criadouro em Curaçá (BA) durante operação nesta quarta; aves foram transferidas para universidade em Petrolina (PE)
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  • Operação conjunta do ICMBio e Polícia Federal retirou 69 ararinhas-azuis de um criadouro particular em Curaçá, sertão baiano, para transferi-las à Universidade Federal do Vale do São Francisco, em Petrolina (PE).
  • A transferência, realizada nesta quarta, busca proteger as aves do circovírus, doença que afeta psitacídeos e já alcançou 34 aves no local.
  • Além do ICMBio, participaram o Inema e o Cemafauna; as aves ficarão em quarentena no campus da Univasf.
  • O criadouro foi multado em R$ 1,8 milhão por descumprimento de biossegurança; o proprietário não estava presente no momento da operação.
  • O caso está relacionado a investigações da PF sobre o surto de circovírus e à atuação de organizações associadas à ararinha-azul, com desdobramentos em parcerias anteriores do ICMBio.

Uma operação conjunta do ICMBio e da Polícia Federal retirou 69 ararinhas-azuis de um criadouro particular em Curaçá, sertão baiano. As aves serão transferidas para a Universidade Federal do Vale do São Francisco, em Petrolina, para isolamento e avaliação, devido ao risco de circovírus.

O objetivo é impedir a contaminação das ararinhas pelo circovírus, doença que atinge psitacídeos e já causou mortes no local. No início deste ano, o criadouro foi notificado por falhas em biossegurança e multado em R$ 1,8 milhão.

Na ação, liderada pela bióloga Cláudia Sacramento, participaram 31 profissionais, incluindo veterinários, biólogos e peritos da PF. O dono do criadouro, Ugo Vercillo, não estava presente; o responsável da equipe foi Tyson James Chapman.

A transferência envolve também duas ararãs- maracanãs, de plumagem verde, que acompanham as ararinhas na seleção para reintrodução. Ao todo, 34 ararinhas já estavam contaminadas no momento da operação, segundo a equipe de fiscalização.

As aves foram alojadas em quarentena no Cemafauna, no campus da Univasf, em Petrolina, a cerca de 100 km do Curaçá. A expectativa é retomar o programa de reintrodução apenas com indivíduos livres do vírus.

Segundo o criadouro, exames recentes haviam apontado resultado negativo para circovírus, e todo o plantel apresentava perfis negativos. A instituição afirma ter adotado protocolos de biossegurança e manejo, trabalhando com equipe técnica especializada.

A operação ocorre quase seis meses após a deflagração de uma investigação da PF sobre o surto no criadouro, a partir da operação Blue Hope. O Ministério do Meio Ambiente informou que o objetivo é proteger a espécie, cuja reintrodução depende de aves sem o vírus.

背景

A ararinha-azul, Cyanopsitta spixii, é uma das aves mais raras do Brasil. A Caatinga abriga unidades de conservação para sua reabilitação, com ações conjuntas entre o ICMBio e parceiros, incluindo a ACTP (ONG alemã) no passado.

O ICMBio lembra que acordos de cooperação com a ACTP não foram renovados e que quaisquer iniciativas de reprodução ou reintrodução devem seguir o Plano de Ação Nacional para a Conservação da espécie, coordenados pelo instituto.

A equipe acompanhou a operação desde as primeiras horas, vindo de viaturas da PF e contando com equipes técnicas para o manejo das aves, avaliação de saúde e transporte seguro.

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