- Em 2025, a área total de vegetação nativa desmatada no Brasil ficou abaixo de 1 milhão de hectares, pela primeira vez desde 2019, conforme o MapBiomas.
- A queda de desmatamento no ano foi de 20,6%, segundo o estudo, com redução registrada em todos os biomas.
- O pesquisador Guilherme Lefèvre atribui o recuo à maior fiscalização e ao monitoramento das florestas pelo governo federal.
- Ele aponta o desafio de transformar essa política de redução do desmatamento em uma política de Estado contínua, não dependente de governos específicos.
- Lefèvre destaca a necessidade de incentivar produtores rurais para impedir o desmatamento e de regularizar o desflorestamento feito dentro da lei, mantendo o compromisso de reduzir gases de efeito estufa.
O MapBiomas divulgou o relatório anual sobre desmatamento no Brasil, indicando que, em 2025, a área total de vegetação nativa desmatada ficou abaixo de 1 milhão de hectares pela primeira vez desde 2019. Todos os biomas registraram redução na área desflorestada.
A queda total chegou a 20,6% em relação ao ano anterior, segundo o estudo. A explicação apresentada pelos pesquisadores aponta para maior fiscalização e monitoramento das florestas realizado pelo governo federal como principal fator.
O pesquisador Guilherme Lefèvre, do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV, ressaltou que o problema envolve o desmatamento ilegal, não os produtores rurais com propriedades legais. Ele destacou o desafio de manter a política de redução do desmatamento como uma política de Estado, independentemente de mudanças de governo.
Para Lefèvre, é essencial pensar o desenvolvimento da Amazônia de forma integrada à preservação. Entre as medidas, ele recomenda que o governo ofereça incentivos aos produtores rurais para evitar o desmatamento, inclusive para atividades legais dentro de as regras vigentes, e que haja regularização de formas de desflorestamento permitidas pela lei, alinhadas aos compromissos de redução de gases de efeito estufa.
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