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USP Ribeirão Preto cria rede para transformar pesquisa em soluções sociais

Rede da USP em Ribeirão Preto conecta pesquisa, hospital, startups e empresas para transformar ciência em soluções de saúde e inovação

Duas pessoas com traje de biossegurança com capuz e máscaras médicas no rosto segurando equipamentos laboratoriais num corredor
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  • A USP de Ribeirão Preto redesse sua atuação para transformar pesquisa em soluções sociais, econômicas e tecnológicas, conectando laboratórios, hospital, startups e empresas.
  • A rede envolve Agência USP de Inovação, Inova USP, Supera Parque de Inovação e Tecnologia, Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) da Faculdade de Medicina, o Núcleo de Inovação do Hospital das Clínicas e o Hemocentro (com Nutera RP e NuTeC).
  • O ecossistema não é hierárquico: cada estrutura atua em etapas diferentes da jornada da inovação, desde formação empreendedora até validação clínica e aplicação em saúde.
  • Na transferência tecnológica, a USP de Ribeirão Preto registra cerca de um terço dos licenciamentos da universidade, com 29 acordos firmados e oito ativos em andamento.
  • A atuação inclui apoio a patentes, registro de software, parcerias com empresas e fomento a spin-offs, destacando que startups nascem de resultados científicos internos e ganham apoio para chegar ao mercado.

Da pesquisa aplicada à inovação, a USP de Ribeirão Preto construiu uma rede que conecta laboratórios, hospital, startups e empresas para transformar ciência em soluções com impacto social, econômico e tecnológico. O objetivo é levar o conhecimento científico para além da publicação.

A estrutura não é hierárquica: cada núcleo atua em etapas distintas da jornada da inovação, de formação empreendedora à validação clínica. O ecossistema envolve diversas iniciativas independentes que trabalham de forma complementar.

A rede reúne a Agência USP de Inovação, o Inova USP, o Supera Parque de Inovação e Tecnologia, a Embrapii na FMRP, o Núcleo de Inovação do HC da FMRP e o Hemocentro com o Nutera RP e o NuTeC, foco em terapias avançadas.

Também integram o conjunto o coworking Teias Empreendedorismo, o Núcleo de Empreendedores da FEA-RP e dezenas de disciplinas e projetos distribuídos pelo campus, fortalecendo formação, tecnologia e sociedade.

Entre os objetivos, está tornar o conhecimento de laboratórios acessível a empresas, startups e instituições, indo além da produção acadêmica. A atuação visa reduzir gargalos entre descoberta e produto.

Segundo Norberto Peporine Lopes, pró-reitor adjunto, a inovação é vista como dimensão estratégica da USP, conectando pesquisa, formação e transformação social, não apenas patentes. A ideia é ampliar o impacto.

O Inova USP atua para reduzir riscos tecnológicos, conectando universidade ao setor produtivo e tornando a passagem entre ciência e mercado mais viável, com apoio a pesquisadores que carecem de know-how em inovação.

Na prática, o NuTeC, o Hemocentro e o Nutera RP consolidam uma infraestrutura capaz de sustentar terapias avançadas, como CAR-T, ampliando serviços para startups e instituições sem estrutura própria.

As startups nascem cada vez mais de resultados científicos internos, com alunos identificando possibilidades de produto e buscando caminhos de negócios, conforme apontado por pesquisadores da unidade.

A integração entre pesquisa básica, desenvolvimento tecnológico e pesquisa clínica no campus permite avançar desde a compreensão da doença até a aplicação clínica, tudo no mesmo ambiente.

O Crid, centro de referência em doenças inflamatórias, agrega experiência translacional que alimenta a prática da unidade, fortalecendo a comunicação entre ciência e aplicação clínica.

Para os envolvidos, a atuação conjunta não busca apenas produzir ciência de excelência, mas criar mecanismos para transformar conhecimento em tecnologia e produto, reduzindo distâncias até o mercado.

Segundo Cunha, a proximidade com o setor produtivo é vista como condição necessária para inovação tecnológica, destacando que estruturas como a Embrapii ajudam a reduzir barreiras entre universidade e indústria.

O ecossistema de Ribeirão Preto é apontado como exemplo de integração entre pesquisa, tecnologia, financiamento e mercado, com a universidade mantendo a qualidade da ciência básica como base essencial.

Em síntese, o modelo da USP de Ribeirão Preto demonstra como campus pode alinhar pesquisa, inovação e aplicação clínica, gerando impacto real sem abandonar a busca por ciência fundamental.

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