- YouTube vai detectar automaticamente e rotular vídeos gerados ou alterados por IA que apresentem características fotorrealistas, com funcionamento já neste mês de maio.
- A exigência de identificação do uso de IA em conteúdos que representem pessoas ou lugares reais em situações fictícias já existia desde 2024; agora, materiais sintéticos realistas receberão rótulo explícito, mesmo sem comprovação do autor.
- As etiquetas ficarão abaixo do vídeo, ao lado de dados como data de publicação, visualizações e curtidas; nos shorts o rótulo ficará sobre a publicação.
- O YouTube também expandirá a ferramenta Likeness Detection, permitindo que usuários maiores de 18 anos verifiquem se foram alvo de deepfakes, mediante verificação de identidade e selfie.
- Se um deepfake for detectado, o usuário pode solicitar a remoção do vídeo, que será avaliada para confirmar se houve uso sintético do rosto e se viola as políticas da plataforma.
O YouTube anunciou que começará a identificar automaticamente e rotular vídeos gerados ou alterados por inteligência artificial que apresentem características fotorrealistas. A detecção entra em operação já neste mês de maio. A medida vale para conteúdos que pareçam reais, mesmo que não haja indicação explícita do criador.
A empresa já exigia, desde 2024, que criadores informassem o uso de IA generativa em vídeos que retratassem pessoas ou lugares reais em situações fictícias. Com a nova política, qualquer material sintético que induza ao realismo ganhará um rótulo visível. A rotulação ficará abaixo do vídeo, ao lado de data, visualizações e likes; nos shorts, o rótulo ficará diretamente sobre a publicação.
Suzana Carlos, chefe de Políticas Públicas do YouTube, explicou em entrevista coletiva que a rotulagem depende do nível de fotorrealismo do conteúdo. A ideia é padronizar a identificação independentemente da pessoa retratada, inclusive em casos de deepfakes envolvendo políticos.
Likeness Detection ampliada para usuários
O YouTube também ampliará o sistema de Likeness Detection, que permite checar se o usuário foi alvo de deepfakes. A ferramenta, antes disponível apenas para figuras públicas, passará a estar disponível a partir das próximas semanas a todos os maiores de 18 anos. A verificação exige identidade com documento oficial e uma selfie.
Para usar o recurso, o internauta confirma quem é e consulta apenas sobre si mesmo. Caso um deepfake seja detectado, o usuário pode solicitar a remoção do vídeo, desde que o conteúdo viole as políticas da plataforma. Amjad Hanif, vice-presidente global de Produtos para Criadores, afirmou que as remoções só ocorrem quando há uso sintético do rosto da pessoa.
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