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Abordagem com 15 especialidades reduz peregrinação de pacientes com Covid longa

Abordagem interdisciplinar envolvendo quinze especialidades mapeia sequelas da covid longa e reduz peregrinação de pacientes

mulher de cabelos escuros e presos, sentada em um banco de trem segurando uma secola e com os olhos fechados, com aspecto de cansada
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  • Grupo da FMUSP criou um modelo interdisciplinar com 15 especialidades para mapear os impactos da covid-19 a longo prazo, reunindo 22 grupos de pesquisa.
  • Pacientes passaram por uma bateria de exames em dois dias presenciais, com aproximadamente 11 mil exames realizados e protocolos unificados entre áreas.
  • Acompanhamento faz parte de um estudo de coorte do Hospital das Clínicas; 6 a 11 meses após alta, 83% ainda tinham pelo menos um sintoma, levando a um acompanhamento de quatro anos.
  • O modelo atua em quatro eixos transversais — fadiga crônica, inflamação sistêmica, perda de função muscular e suscetibilidade genética — e centraliza dados em um banco de informações acessível aos pesquisadores.
  • O projeto recebe apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, é coordenado pelo professor Carlos Roberto Ribeiro Carvalho e visa subsidiar políticas públicas e soluções para os pacientes.

O estudo apresenta um modelo interdisciplinar criado pela FMUSP para mapear os impactos de longo prazo da covid-19. O objetivo é oferecer atendimento abrangente sem sobrecarregar o paciente, reunindo 15 especialidades em uma abordagem integrada.

Pesquisadores da USP reuniram 22 grupos de pesquisa, envolvendo 15 especialidades diferentes. Pacientes passaram por uma bateria de exames em dois dias de visitas presenciais, cobrindo desde imagens até avaliações cognitivas e psiquiátricas.

O projeto envolve o Hospital das Clínicas da FMUSP e visa reduzir a peregrinação entre consultórios fragmentados. A iniciativa teve início ainda durante a pandemia, com foco no acompanhamento de sequelas ao longo de quatro anos.

Como funcionou o acompanhamento

A pesquisa integra um estudo de coorte já em curso no HC da FMUSP. Nas avaliações de 6 a 11 meses após alta, 83% dos pacientes tinham pelo menos um sintoma, como fadiga ou dispneia, justificando o monitoramento prolongado.

O fluxo de acompanhamento ocorreu em quatro momentos: teleconsulta para dados sociais e sintomas; duas visitas presenciais com coletas de exames; e uma sessão de feedback remoto para explicar resultados. Pacientes com alterações graves foram encaminhados para cuidados adequados.

O protocolo unifica procedimentos de diferentes áreas, reduzindo desperdícios, otimizando a coleta de sangue e poupando tempo. Um tomógrafo avançado, com tecnologia de dupla energia, permitiu avaliar perfusão pulmonar e detectar possíveis tromboembolismos.

Os pesquisadores destacam que o modelo facilita o cruzamento de dados entre áreas como fadiga, inflamação, função muscular e genética. Um banco de dados centraliza as informações, com planos de transformar os resultados em políticas públicas.

O estudo, com Laura Azevedo como primeira autora, demonstra que a pesquisa interdisciplinar aumenta o engajamento do paciente e reduz a fragmentação do cuidado. O projeto recebeu apoio da Fapesp e da Fundação Faculdade de Medicina.

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