- Atech, empresa de tecnologia do grupo Embraer, está desenvolvendo uma IA para otimizar o tráfego aéreo, incorporando dados históricos aos planos de voo.
- A IA cruzará informações com padrões sazonais, horários de pico e clima para sugerir horários de partida mais eficientes, reduzindo filas de espera das aeronaves.
- O projeto será integrado ao sistema de Gerenciamento de Fluxo de Tráfego Aéreo (ATFM) da Atech, trazendo maior previsibilidade para passageiros, companhias aéreas e aeroportos e menor consumo de combustível.
- Atech já opera o sistema Sigma no Brasil, exporta para Índia, Mauritânia e África do Sul, tem cerca de 600 funcionários e pretende ampliar a presença internacional, com parceria com a USP e a Embrapii; protótipos em testes devem ficar prontos em cerca de dois anos.
- A Embraer investe em pesquisa no grupo (exemplos incluem fragatas Tamandaré, defesa cibernética) e divulgou dados de P&D: R$ 58,4 milhões no primeiro trimestre de 2026, totalizando R$ 518,9 milhões no grupo no período.
Atech, empresa de tecnologia do grupo Embraer, iniciou o desenvolvimento de um sistema de IA para otimizar o tráfego aéreo brasileiro. O foco é integrar dados históricos aos planos de voo atuais, reduzindo filas de aviões no ar. O projeto busca cruzar padrões sazonais, horários de pico e clima com os planos de voo.
O sistema de IA vai trabalhar sobre a solução de Gerenciamento de Fluxo de Tráfego Aéreo (ATFM) da Atech. Segundo o CEO Rodrigo Persico, a camada de IA vai sugerir horários de partida mais eficientes, além de melhorar a previsibilidade para passageiros, companhias aéreas e aeroportos.
A iniciativa é desenvolvida em parceria com o Instituto de Ciências Matemáticas e Computação da USP de São Carlos e tem apoio da Embrapii. O financiamento é dividido entre Atech e Embrapii, com a USP contribuindo com pesquisadores.
A Atech atua no fluxo de tráfego aéreo no Brasil há mais de 30 anos, por meio do sistema Sigma. A empresa já exportou tecnologia para Índia, Mauritânia e África do Sul e tem cerca de 600 funcionários em várias cidades brasileiras, com representação em Portugal.
O projeto deve levar cerca de dois anos até chegar a protótipos funcionais em testes. A empresa não divulgou o montante investido, mas informou que o financiamento é compartilhado entre Atech e Embrapii, com a USP contribuindo com pesquisa.
Tecnologia no ar e no mar
Atech aplica lógica de integração de sistemas complexos em outras áreas. As novas fragatas da classe Tamandaré da Marinha brasileira contam com um sistema de gestão de combate e plataforma desenvolvido pela companhia, que integra sensores, armamentos e sistemas a bordo.
A empresa também atua nos submarinos brasileiros e nos simuladores do caça Gripen. Na esfera de segurança digital, participa há cinco anos do Locked Shields, maior exercício de defesa cibernética da Otan, envolvendo simulações de ataques e defesa.
Fonte: Broadcast+, publicada em 28/05/2026.
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