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El Niño: como se forma e seus impactos no Brasil

USP explica como o El Niño se forma e quais impactos pode trazer ao Brasil; monitoramento envolve satélites, boias oceânicas e modelos climáticos

Não é o El Niño que assusta os especialistas em 2026. É o oceano embaixo dele
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  • O El Niño é um aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico central e oriental, que altera padrões de chuva, temperatura e eventos extremos no Brasil.
  • O fenômeno se forma quando os ventos alísios enfraquecem, permitindo o acúmulo de águas quentes na costa da América do Sul; o monitoramento usa satélites, boias oceânicas e modelos climáticos.
  • No Brasil, costuma provocar secas no Sudeste e no Centro-Oeste, aumento no risco de incêndios e ondas de calor, além de impactar agricultura, abastecimento de água e geração de energia.
  • A próxima ocorrência foi prevista para o final de 2023 ou início de 2024, com monitoramento feito pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e pelo Centro de Previsão de Eventos Climáticos Extremos (CPC), dos Estados Unidos, para orientar a população e setores vulneráveis.
  • Os principais meios de monitoramento são imagens de satélite, boias oceânicas, modelos climáticos e análise de dados históricos, que ajudam a emitir alertas e reduzir os impactos.

O El Niño é um fenômeno climático que ocorre no Pacífico, provocando aquecimento das águas superficiais e influenciando o clima global. No Brasil, ele costuma alterar padrões de chuva, aumentando ou reduzindo precipitações conforme a região.

Segundo especialistas da USP, o evento se forma quando os ventos alísios se enfraquecem, permitindo o acúmulo de água quente perto da costa da América do Sul. Essa mudança gera temperaturas mais altas e menoreros de chuva em algumas áreas, além de situações extremas como secas e enchentes.

O monitoramento é feito com satélites, boias oceânicas e modelos climáticos. Esses instrumentos acompanham temperatura da água, circulação atmosférica e pressão, auxiliando a previsão com antecedência para ajudar governos e comunidades a se preparar.

No Brasil, as secas associadas ao El Niño costumam atingir o Sudeste e o Centro-Oeste, impactando agricultura, abastecimento hídrico e geração hidrelétrica. Também há maior probabilidade de eventos extremos, como incêndios e ondas de calor.

A próxima ocorrência é prevista para o fim de 2023 ou início de 2024, com a intensidade ainda em estudo. A comunidade científica ressalta a importância do monitoramento contínuo para reduzir impactos e manter a população informada.

Como o El Niño influencia o clima no Brasil

A influência do fenômeno varia com a intensidade e a duração. Em linhas gerais, o El Niño pode provocar:

  • Secas no Sudeste, Centro-Oeste e Norte de Minas Gerais;
  • Aumento de chuva no Norte e Nordeste;
  • Elevação das temperaturas médias;
  • Maior risco de incêndios florestais;
  • Alterações na produção agrícola, especialmente soja, milho e café;
  • Impactos na geração de energia hidrelétrica pela redução de água nos reservatórios.

Instituições como o Inmet e o CPC dos EUA monitoram o El Niño e divulgam previsões e orientações para setores vulneráveis.

Como é feito o monitoramento

O acompanhamento utiliza:

  • Satélites que medem temperatura da superfície oceânica e padrões de circulação;
  • Boias que registram temperatura, salinidade e correntes;
  • Modelos climáticos que simulam cenários globais;
  • Análise de dados históricos para identificar padrões.

Esses recursos permitem emitir alertas e orientar políticas públicas e atividades econômicas.

Impactos observados no Brasil e preparação

Históricos apontam secas severas que afetam produção agrícola e água, além de enchentes e deslizamentos em áreas de chuva intensa. Também há elevação de doenças relacionadas ao clima, como dengue e leptospirose, com impactos econômicos setoriais.

Para se preparar, é recomendado acompanhar previsões oficiais, economizar água e energia, manter-se informado sobre riscos locais, planejar atividades agrícolas e de construção considerando possíveis mudanças climáticas e incentivar práticas de preservação ambiental.

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