- O El Niño é o aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, que altera ventos, pressão e padrões de chuva, elevando temperaturas globais.
- Nos ventos alísios mais fracos, a água quente se espalha pelo Pacífico central e leste, modificando a Circulação de Walker e a formação de nuvens.
- No Brasil, Norte e Nordeste tendem a ficar mais secos e quentes, enquanto Sul e Sudeste podem ter mais chuvas e risco de enchentes e deslizamentos.
- O La Niña é o oposto do El Niño, gerando resfriamento das águas do Pacífico e padrões de chuva diferentes, com fortes precipitações no Norte e no Nordeste e secas no Sul.
- A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alerta retorno intenso do El Niño entre maio e julho de 2026, com possibilidade de recordes de temperatura e mais eventos climáticos extremos.
O El Niño é um fenômeno climático e oceânico que provoca aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial. Ele altera ventos, pressões e padrões de chuva, elevando as temperaturas globais.
A mudança na circulação atmosférica desloca a distribuição de calor e de nuvens, influenciando o clima em várias regiões do planeta, incluindo o Brasil. Entenda como funciona e quais são os impactos.
Como o fenômeno funciona
Sob condições normais, ventos alísios empurram águas quentes para o Pacífico Oeste. No El Niño, esses ventos fraqueiam ou mudam de direção, levando calor para o centro e leste do Pacífico, próximo à costa sul-americana.
Essa redistribuição de calor altera a Circulação de Walker, modificando sistemas de alta e baixa pressão. Com isso, áreas diferentes passam a ter padrões de chuva distintos.
Origem, duração e nomenclatura
O termo El Niño surgiu no século XIX, quando pescadores perceberam águas aquecidas perto do Natal. A expressão se refere ao menino Jesus. O ciclo ocorre a cada dois a sete anos, com duração média de 9 a 12 meses.
Impactos no Brasil
No Norte e Nordeste, o aquecimento reduz a formação de nuvens, levando secas e altas temperaturas. Reservatórios sofrem, a agricultura sente o impacto e a infraestrutura pode ficar comprometida.
Já no Sul e no Sudeste, o aquecimento desloca frentes frias, aumentando a chuva. O país pode enfrentar temporais, enchentes e deslizamentos, especialmente na Região Sul.
La Niña e comparação
La Niña é o oposto do El Niño e envolve ventos mais fortes que o normal, levando ao resfriamento das águas do Pacífico. No Brasil, costuma provocar mais chuva no Norte e Nordeste e secas no Sul.
Alerta de retorno intenso
A Organização Meteorológica Mundial aponta que o El Niño pode retornar de forma forte entre maio e julho de 2026. Modelos sugerem potencial de novos recordes de temperatura e mais eventos climáticos extremos.
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