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El Niño: entenda o que é e como afeta o clima no Brasil

El Niño retorna com intensidade prevista entre maio e julho de dois mil e vinte e seis, elevando temperaturas globais e aumentando a frequência de eventos climáticos extremos

A ocorrência dos fenômenos El Niño e La Niña alimenta eventos climáticos extremos como secas e enxurradas; imagem das enchentes no Rio Grande do Sul.
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  • O El Niño é o aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, que altera ventos, pressão e padrões de chuva, elevando temperaturas globais.
  • Nos ventos alísios mais fracos, a água quente se espalha pelo Pacífico central e leste, modificando a Circulação de Walker e a formação de nuvens.
  • No Brasil, Norte e Nordeste tendem a ficar mais secos e quentes, enquanto Sul e Sudeste podem ter mais chuvas e risco de enchentes e deslizamentos.
  • O La Niña é o oposto do El Niño, gerando resfriamento das águas do Pacífico e padrões de chuva diferentes, com fortes precipitações no Norte e no Nordeste e secas no Sul.
  • A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alerta retorno intenso do El Niño entre maio e julho de 2026, com possibilidade de recordes de temperatura e mais eventos climáticos extremos.

O El Niño é um fenômeno climático e oceânico que provoca aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial. Ele altera ventos, pressões e padrões de chuva, elevando as temperaturas globais.

A mudança na circulação atmosférica desloca a distribuição de calor e de nuvens, influenciando o clima em várias regiões do planeta, incluindo o Brasil. Entenda como funciona e quais são os impactos.

Como o fenômeno funciona

Sob condições normais, ventos alísios empurram águas quentes para o Pacífico Oeste. No El Niño, esses ventos fraqueiam ou mudam de direção, levando calor para o centro e leste do Pacífico, próximo à costa sul-americana.

Essa redistribuição de calor altera a Circulação de Walker, modificando sistemas de alta e baixa pressão. Com isso, áreas diferentes passam a ter padrões de chuva distintos.

Origem, duração e nomenclatura

O termo El Niño surgiu no século XIX, quando pescadores perceberam águas aquecidas perto do Natal. A expressão se refere ao menino Jesus. O ciclo ocorre a cada dois a sete anos, com duração média de 9 a 12 meses.

Impactos no Brasil

No Norte e Nordeste, o aquecimento reduz a formação de nuvens, levando secas e altas temperaturas. Reservatórios sofrem, a agricultura sente o impacto e a infraestrutura pode ficar comprometida.

Já no Sul e no Sudeste, o aquecimento desloca frentes frias, aumentando a chuva. O país pode enfrentar temporais, enchentes e deslizamentos, especialmente na Região Sul.

La Niña e comparação

La Niña é o oposto do El Niño e envolve ventos mais fortes que o normal, levando ao resfriamento das águas do Pacífico. No Brasil, costuma provocar mais chuva no Norte e Nordeste e secas no Sul.

Alerta de retorno intenso

A Organização Meteorológica Mundial aponta que o El Niño pode retornar de forma forte entre maio e julho de 2026. Modelos sugerem potencial de novos recordes de temperatura e mais eventos climáticos extremos.

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