- O instituto Alana anunciou, em 28 de maio, o Dia Internacional da Dignidade Menstrual, durante o evento a.if_alana ideia fest.
- Será investido R$ 300 milhões ao longo de 14 anos para pesquisas, fortalecimento de políticas públicas e transformação cultural voltadas à saúde menstrual de meninas.
- O fundo é apresentado como o maior patrimônio dedicado ao tema na filantropia brasileira, com previsão de esgotar os recursos no período para gerar impacto imediato.
- A endometriose afeta 1 em cada 10 mulheres, com diagnóstico em até 12 anos; 65% das meninas brasileiras relatam cólicas moderadas ou fortes.
- Quatro em cada dez estudantes faltam todos os meses por dor; entre mulheres adultas, são perdidas, em média, 10,8 horas de trabalho por semana.
O Instituto Alana anunciou nesta quinta-feira (28/5) a criação do Dia Internacional da Dignidade Menstrual. A ação busca transformar a saúde menstrual de meninas, reduzir cólicas intensas e combater doenças como a endometriose. A declaração ocorreu durante o evento a.if_alana ideia fest.
O instituto informou que será investido um total de R$ 300 milhões ao longo de 14 anos. O objetivo é financiar pesquisas, fortalecer políticas públicas e promover transformação cultural ligada ao tema, de forma integrada.
Segundo Flavia Carvalho Doria, CEO do Alana, o montante será usado integralmente na saúde menstrual de meninas. A operação foi apresentada com o argumento de que o tempo determinado acelera resultados e gera impacto sistêmico imediato.
Investimento e objetivos
O plano utiliza um modelo financeiro que esgota os recursos dentro do prazo, buscando atender à urgência da causa. O foco é melhorar a qualidade de vida já da geração atual, com ações de pesquisa, políticas públicas e educação.
Dados e impactos
A pesquisa do Alana, em parceria com o Instituto Equidade.info, aponta que a endometriose afeta 1 em cada 10 mulheres, com diagnóstico em até 12 anos. Além disso, 65% das meninas relatam cólicas moderadas ou fortes.
Para as estudantes, quatro em cada dez faltam à escola mensalmente por causa da dor. Entre mulheres adultas, a dor resulta em cerca de 10,8 horas de trabalho perdidas por semana.
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