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Neurônios enferrujam com o tempo, aponta estudo

Estudo em camundongos liga ferritina acumulada no hipocampo ao declínio cognitivo e mostra que NAD+ ribosídeo reduz esse efeito

Suzana Herculano-Houzel
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  • Estudos da Universidade da Califórnia, em São Francisco, publicados na Nature Aging, mostram que em camundongos velhos há acúmulo de ferritina e de íons de ferro no hipocampo, associando-se à perda de sinapses e ao pior desempenho cognitivo.
  • A relação entre ferritina e desempenho cognitivo ficou mais clara quando pesquisadores aumentaram geneticamente a ferritina no hipocampo, piorando as funções, e quando reduziram a ferritina em animais idosos, houve melhora.
  • A suplementação com NADH, disponível no Brasil como NAD+ ribosídeo, teve efeito semelhante ao de reduzir o impacto da ferritina, sugerindo potencial antienvelhecimento neural.
  • No corpo, íons de ferro entram nas células pelo sangue por meio de transferrina e hemoglobina, sendo a ferritina o compartimento que guarda a maior parte do ferro, liberando-o aos poucos para reações vitais.
  • A autora do texto comenta tom personalista ao mencionar que já utiliza NAD+ há tempos para favorecer a saúde neural, associando a ideia de “desenferrujar” neurônios ao conceito científico apresentado.

Neurônios enferrujam com o tempo, literalmente. Estudos indicam que o acúmulo de ferro nas células está ligado ao envelhecimento cerebral e à perda de sinapses no hipocampo, região associada à formação de memórias. A ferritina, proteína que guarda ferro, aumenta no cérebro de animais velhos.

O ferro chega às células via transferrina e hemoglobina, em embalagens proteicas. Dentro das células, a ferritina guarda a maior parte do ferro. Quando liberado, pode gerar radicais livres que prejudicam estruturas neurais e o funcionamento cognitivo.

A boa notícia é que há evidências de que a reposição de NADH pode reduzir esse acúmulo de ferro e seu impacto. Pesquisas em camundongos indicam que o NAD+ ribosídeo, disponível no Brasil, reproduz efeitos antiaging semelhantes aos de manipulações que reduzem a ferritina no hipocampo.

Evidências em camundongos

Em estudo conduzido na Universidade da Califórnia em San Francisco e publicado pela Nature Aging, pesquisadores observaram que velhos roedores com mais ferritina no hipocampo apresentavam pior desempenho cognitivo. A redução da ferritina melhorou esses déficits.

Outra linha de pesquisa mostrou que aumentar a ferritina piora a cognição, enquanto removê-la em animais idosos traz melhora. O NAD+ ribosídeo surgiu como alternativa prática para obter efeitos semelhantes, sem alterações genéticas.

Implicações e contexto

O trabalho reforça a relação entre o ferro intracelular e o envelhecimento cerebral, destacando a ferritina como marcador relevante. A aplicação clínica em humanos ainda demanda estudos adicionais, mas aponta para terapias que visem o equilíbrio do ferro no cérebro.

A pesquisa cita como referência Remesal et al. (2025) no Nature Aging, que analisa intervenções ligadas à ferritina e ao desempenho cognitivo em modelos animais. Fontes oficiais enfatizam prudência na tradução para tratamentos humanos.

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