- Centros de Pesquisa em Doenças Infecciosas Emergentes (CREID) foram criados em dois mil e vinte pelo National Institutes of Health e operavam em dez sites ao redor do mundo, incluindo África central e oriental, com foco em vírus que saem da vida selvagem.
- O financiamento total era de aproximadamente $82 milhões em cinco anos e venceria em dois mil e vinte e cinco, quando a equipe viu o apoio ser interrompido.
- Em junho passado, o NIH emitiu uma ordem de parada das atividades, alegando que as pesquisas eram “inseguras para os americanos” e não justificavam o gasto público, interrompendo o apoio ao network.
- A rede poderia ter ajudado na resposta ao surto atual de Ebola na região de Ituri, na República Democrática do Congo, causado pela vírus Bundibugyo, incluindo desenvolvimento de reagentes e testes diagnósticos.
- Em Uganda, houve um surto em dois mil e vinte e dois com cento e sessenta e quatro casos e cinquenta e cinco mortes; o novo surto já registra casos suspeitos e mortes, com autoridades de saúde acelerando ações de resposta.
O surgimento de um surto de Ebola na província de Ituri, na República Democrática do Congo, não recebeu apoio imediato de uma rede de pesquisa global. O funding foi cortado pelo governo dos EUA, citando preocupações sobre uso de recursos públicos e teorias sobre a origem da Covid-19. A medida deixou centros de pesquisa sem suporte financeiro para atuar no solo.
Os Centros para Pesquisa em Doenças Emergentes (CREID) mantinham 10 sites ao redor do mundo, incluindo regiões da África Central e Oriental. O NIH destinou cerca de US$ 82 milhões em cinco anos, com renovação prevista para 2025. Em junho, o NIH emitiu ordem de suspensão de atividades, alegando pesquisa insegura para os EUA.
O pesquisador Kristian Andersen, da Scripps Research, liderou um dos centros na África Ocidental. Ele descreve a perda de financiamento como um entrave à vigilância e ao monitoramento genômico de vírus, atividades que ele dizia essenciais para entender a evolução da doença. Atualmente sem apoio, ele acompanha dados à distância.
Robert Garry, da Tulane University, afirma que toda a rede CREID estaria mobilizada para responder rapidamente a emergências. Sem os recursos, a capacidade de reagir de forma coordenada fica comprometida, segundo Garry, que também destacou a importância de reagentes e testes diagnósticos desenvolvidos pela rede.
Na África Oriental, o CREID em Nairobi acompanhava outras doenças, mas também teve papel crítico na resposta a surtos de Ebola. O líder anterior do centro de East/Central Africa diz que estaria envolvido na resposta atual, com base em pesquisas de outros sites da rede.
O surto atual já gerou ao menos 1.000 casos suspeitos e 238 mortes na DRC. Em Uganda, sete casos confirmados e uma morte foram registrados, com autoridades de saúde ampliando as ações de vigilância. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que as operações precisam ser rapidamente escaladas diante da velocidade da transmissão.
Fontes oficiais não comentaram o uso de fundos ou a decisão de encerramento do CREID. As autoridades de saúde da DRC continuam o monitoramento da transmissão, com cooperação de organizações locais e internacionais. A situação permanece sob vigilância e requer resposta rápida para conter o avanço do vírus.
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