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Planeta deve superar 1,5°C antes de 2030; Amazônia pode ter secas

Relatório aponta temperaturas globais próximas de recordes, com possível ultrapassagem temporária de 1,5°C entre 2026 e 2030, e Amazônia com períodos mais secos

Ampulheta com tempo do planeta Terra se esvaindo
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  • Temperaturas médias globais devem ficar entre 1,3°C e 1,9°C acima do nível pré‑industrial nos próximos cinco anos, com probabilidade de ultrapassagem temporária de 1,5°C entre 2026 e 2030.
  • O Ártico deve aquecer mais rápido que outras regiões, com invernos até 2,8°C acima da média de 1991 a 2020.
  • O derretimento do gelo marinho deve continuar em março nas áreas do Mar de Barents, Mar de Bering e Mar de Okhotsk, o que pode desestabilizar padrões climáticos.
  • Regiões do norte da Europa, Alasca, Sibéria e Sahel podem ter períodos mais úmidos entre maio e setembro; a Amazônia tende a ficar mais seca no mesmo período.
  • Pode ocorrer um forte El Niño durante o inverno deste ano, com potencial de persistir até 2027, elevando temperaturas globais e influenciando regimes de chuva.

As temperaturas médias globais devem permanecer próximas de recordes nos próximos cinco anos, aponta relatório conjunto da Organização Meteorológica Mundial (OMM) e do Met Office, serviço climático do Reino Unido. O estudo projeta possí­vel retorno temporário ao patamar de 1,5°C acima do período pré-industrial entre 2026 e 2030.

O documento alerta que o Ártico deve se aquecer mais rápido que outras regiões, com elevações de até 2,8°C acima da média de 1991-2020 no inverno. Também aponta continuidade do recuo de gelo marinho em áreas do Mar de Barents, Bering e Okhotsk durante março.

O que muda para a Amazônia

As projeções indicam períodos mais secos na Amazônia entre maio e setembro, em contraste com regiões mais úmidas no norte da Europa, Alasca, Sibéria e Sahel. A mudança climática pode intensificar eventos extremos e alterar padrões de chuva regionais, com impactos para ecossistemas e comunidades locais.

El Niño e impactos futuros

O texto aponta a possibilidade de formação de um El Niño forte ainda neste inverno, com potencial de persistência até 2027. O fenômeno costuma elevar temperaturas globais e alterar regimes de chuva em várias regiões, aumentando riscos de secas ou enchentes dependendo da área.

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