- A prefeitura de São Bernardo do Campo confirmou novo caso de intoxicação por metanol, elevando para 54 o total de casos no estado e para 12 o número de mortes.
- O paciente é um homem de 51 anos que estava internado desde 19 de maio; a confirmação ocorreu na terça-feira, 26, ele recebeu alta e segue em recuperação.
- A Vigilância Sanitária investiga onde a bebida adulterada foi consumida.
- Entre as 12 mortes estão pessoas de várias idades (incluindo um homem de 62 anos de São Bernardo do Campo e outros em São Paulo, Osasco, Jundiaí, Sorocaba e Mauá); um óbito ainda está sob investigação.
- O metanol, ao ser metabolizado, produz formiato que atinge células do cérebro e olhos; o tratamento é de emergência, com medicamentos e diálise, e em alguns casos o etanol pode retardar a metabolização do metanol.
A Prefeitura de São Bernardo do Campo confirmou mais um caso de intoxicação por metanol no estado de São Paulo. O paciente é um homem de 51 anos, internado em 19 de maio com suspeita da substância. A confirmação ocorreu na última terça-feira (26). Ele recebeu alta e segue em recuperação.
Com a confirmação, o estado chega a 54 casos registrados. Ao todo, são 12 mortes associadas à intoxicação por metanol. A população permanece em alerta diante da gravidade da doença e da necessidade de diagnóstico e tratamento rápidos.
O caso de São Bernardo do Campo envolve o homem de 51 anos; a Vigilância Sanitária investiga onde a bebida adulterada foi consumida. Outras cidades completam a relação de casos no estado, com pacientes de diferentes regiões.
Sobre a intoxicação por metanol
O metanol pode comprometer a produção de energia nas células, atingindo principalmente cérebro e olhos. Os sintomas costumam surgir de forma inespecífica, o que atrasa o diagnóstico. Atendimentos rápidos elevam as chances de recuperação.
O tratamento é de emergência e ocorre em ambiente hospitalar. Medicações específicas e diálise são usadas para remover toxinas do sangue. Em alguns casos, o etanol pode ser utilizado para retardar a metabolização do metanol, atuando como inibidor temporário.
Autoridades de saúde orientam consumidores a desconfiar de bebidas sem procedência conhecida e ressaltam que variações de preço não garantem falsificação. A vigilância segue para identificar a origem das bebidas adulteradas.
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