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Satélite registra ondas históricas: maiores do oceano já registradas

Satélite SWOT registra onda de 19,7 m durante a tempestade Eddie no Pacífico, corrige modelos oceânicos e amplia previsões de eventos extremos

Fenômeno ocorreu durante a tempestade Eddie, no Pacífico Norte, em dezembro de 2024, e foi captado pelo satélite SWOT
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  • O satélite SWOT, parceria entre a Nasa e a CNES, registrou onda de 19,7 metros durante a tempestade Eddie, no Pacífico Norte, em dezembro de 2024.
  • Foi a maior onda já medida por satélite em mar aberto; cristas individuais poderiam ter atingido até 35 metros (altura significativa).
  • O registro ocorreu em área distante da costa, onde medições com precisão são raras.
  • As ondas viajaram cerca de 24 mil quilômetros, atravessando a Passagem de Drake e chegando ao Atlântico Tropical semanas depois, ajudando a corrigir modelos oceânicos.
  • Cientistas ressaltam a importância para a segurança de navios, plataformas offshore, portos e cabos submarinos; há investigação sobre relação entre megatempestades e mudanças climáticas.

Um satélite da missão SWOT, parceria entre a Nasa e a agência espacial francesa CNES, registrou a maior onda já medida no alto-mar: 19,7 metros de altura, durante a tempestade Eddie no Pacífico Norte, em dezembro de 2024.

A observação contou com a participação de pesquisadores liderados pelo oceanógrafo Fabrice Ardhuin, com dados publicados em 2025 na revista PNAS. A missão mapeia a superfície oceânica em duas dimensões, medindo altura, comprimento e direção das ondas.

O registro ocorreu em área oceânica distante da costa, onde medições por boias ou navios são raras. A missão SWOT analisa o oceano de forma global, oferecendo observações de detalhes que antes eram difíceis de obter.

Os cientistas explicam que a onda de Eddie representa a chamada altura significativa, embora cristas individuais possam ter atingido até 35 metros. Até então, cerca de 15 satélites usados desde 1991 não haviam registrado ondas acima de 18,5 metros.

Durante o evento, Eddie atingiu seu ponto mais intenso, gerando ondas gigantes que também atingiram outras áreas em linha com os ventos associados. O ciclone extratropical provocou mortes e danos entre costa americana, Canadá e até o Peru, além de motivar a famosa competição de surfe no Havaí.

Estudos indicaram que as ondas produzidas por Eddie se transformaram em marulhos capazes de percorrer cerca de 24 mil quilômetros, chegando ao Atlântico Tropical semanas depois. Os dados ajudam a corrigir modelos oceânicos que subestimavam a energia transportada por ondas longas.

Essa correlação entre medição satelital e modelos oceanográficos amplia a compreensão sobre energia oceânica. Os resultados fortalecem previsões para navios, plataformas offshore, portos e cabos submarinos, aumentando a segurança marítima.

A Agência Espacial Europeia reforçou que marulhos podem transportar energia de tempestades por grandes distâncias, mesmo após o dissipation do sistema. O estudo ressalta a importância de monitoramentos contínuos para reduzir impactos de eventos extremos.

A equipe de pesquisa continua avaliando a relação entre megatempestades como Eddie e as mudanças climáticas. O aumento da temperatura dos oceanos pode favorecer tempestades mais intensas e ondas extremas, segundo os cientistas.

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