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Singapura desenvolve célula solar quase invisível que gera energia mesmo na sombra

Células solares de perovskita ultrafinas, com dez nanômetros, geram energia mesmo na sombra, abrindo caminho à produção industrial na Universidade Tecnológica de Nanyang (NTU) em Singapura

Imagem | ACS Energy
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  • Cientistas da Universidade Tecnológica de Nanyang (NTU), em Singapura, desenvolveram células solares transparentes ultrafinas de perovskita usando evaporação a vácuo.
  • As células têm apenas 10 nanômetros de espessura, com rugosidade de superfície medida em cerca de 2,8 nanômetros, quase um terço da espessura total.
  • A novidade permite geração de energia também sob luz indireta e difusa, não apenas sob sol direto, o que é útil para fachadas urbanas e ambientes com sombras.
  • O trabalho, liderado pela Professora Associada Annalisa Bruno, aproxima as células da produção industrial.
  • A ideia é transformar superfícies como vidros de carros e lentes de óculos inteligentes em pontos de recarga de baterias no futuro.

A equipe da Nanyang Technological University (NTU) em Singapura anunciou uma célula solar feita de perovskita ultrafina, com apenas 10 nanômetros de espessura. O feito foi publicado na revista ACS Energy Letters, ressaltando avanços na produção por evaporação a vácuo.

Conduzida pela Professora Associada Annalisa Bruno, a pesquisa mostrou que a camada ultrafina pode gerar energia sob luz indireta e difusa, não apenas sob incidência direta do sol. Essa característica amplia o uso de células em ambientes urbanos.

A espessura tão reduzida de 10 nm contrasta com a rugosidade da superfície de deposição, medida em 2,8 nm, que representa quase um terço da película. Os pesquisadores destacam a importância dessa relação para o desempenho da célula.

Segundo os autores, o desenvolvimento aproxima-se de ciclos de produção industrial, o que facilita a escalabilidade da tecnologia. A possibilidade de aplicar células transparentes em vidros de carros ou óculos inteligentes aparece como potencial caminho de integração.

A pesquisa aponta ainda que a perovskita oferece maior versatilidade de composição em comparação ao silício convencional. A expectativa é acelerar a adoção de dispositivos de energia em contextos com abundância de superfícies expostas, mesmo quando a iluminação é limitada.

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