Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Solo da Copa do Mundo ensina lições para grandes edifícios

Estudos apontam que variações geológicas afetam o cronograma e o orçamento de megaestruturas; fundações profundas e monitoramento mitigam riscos

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudo de fundações associa o subsolo a aspectos financeiros de megaestruturas, com foco nas variações geológicas e soluções para mitigar riscos.
  • A cooperação entre a Feira Construir Aí e a Universidade Federal de Santa Catarina visa analisar o comportamento do subsolo durante o evento, de 8 a 11 de setembro, no Expocentro Balneário Camboriú.
  • Engenheiros comparam situações geológicas brasileiras com casos de grandes eventos esportivos, destacando a instabilidade em zonas litorâneas e a necessidade de monitoramento profundo.
  • Especialistas alertam que fundações rasas não atendem edifícios de grande porte; são necessárias estacas profundas para atravessar solos moles até rocha estável, para evitar recalques.
  • A parceria incorpora normas internacionais, como o Eurocode 7, ressaltando a importância de conhecer o terreno para segurança e rentabilidade, conforme análises do Laboratório de Mecânica dos Solos da UFSC Joinville.

O estudo sobre fundações que analisa a influência de variações geológicas do subsolo cruza áreas técnicas com o setor de investimentos. A pesquisa aponta como o comportamento do terreno pode impactar o cronograma financeiro de megaestruturas imobiliárias, além de sugerir soluções para mitigar riscos estruturais. A cooperação entre a Feira Construir Aí e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio do Laboratório de Mecânica dos Solos de Joinville, visa levar ao mercado análises práticas para o planejamento de grandes obras.

A iniciativa ocorre de 8 a 11 de setembro no Expocentro Balneário Camboriú e envolve debates sobre o monitoramento do subsolo durante a construção. Engenheiros vinculados ao laboratório destacam a importância de mapear o terreno já na viabilidade técnica e no dimensionamento de insumos, para evitar surpresas durante a execução.

A experiência brasileira contrasta com casos internacionais. Em a Cidade do México, o subsolo de argila mole em antiga geografia lacustre favorece afundamentos, ao passo que áreas sobre rocha vulcânica resistente permanecem estáveis. Estudos sobre o afundamento mexicano ajudam a compreender riscos em terrenos semelhantes.

Para o engenheiro Vinicius Lorenzi, doutor em fundações e geotecnia, as zonas litorâneas do país apresentam dinâmicas únicas que afetam o investidor. O solo costeiro pode variar drasticamente a cada metro, combinando areias fofas, argilas marinhas e materiais orgânicos de baixa capacidade de suporte. Assim, projetos de grande porte exigem monitoramento detalhado do subsolo para proteger o capital investido.

Lorenzi informa ainda que o nível do lençol freático e as marés influenciam essa oscilação, tornando fundações rasas inviáveis para arranha-céus. Nesse cenário, soluções de engenharia profunda são necessárias para evitar recalques severos. O histórico de prédios inclinados na orla de Santos é citado como exemplo de consequências de planejamento inadequado.

Para Marcelo Heidemann, coordenador do Laboratório de Mecânica dos Solos da UFSC Joinville, erros na sondagem inicial podem exigir alterações de projeto já durante as obras. Tais mudanças interrompem o fluxo de trabalho, geram paralisações no cronograma e elevam os custos, prejudicando a rentabilidade prevista.

Edifícios de grande porte demandam estacas robustas e profundas que avancem pelas camadas moles até alcançar rocha estável. Pesquisadores lembram a máxima de um especialista internacional, segundo a qual o construtor paga pela investigação do subsolo, mesmo que não a tenha feito, pois corrigir falhas na base costuma ser mais caro que o estudo prévio.

Cooperação entre academia e mercado

A parceria entre a feira e a UFSC busca reunir dados de campo e oferecer orientações práticas para o setor de infraestrutura. A harmonização com padrões internacionais, como o Eurocode 7, orienta a tomada de decisão com base no conhecimento real do terreno. O objetivo é sustentar a rentabilidade e a segurança jurídica dos empreendimentos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais