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Anvisa proíbe suplementos após propaganda enganosa e falhas sanitárias

Agência Nacional de Vigilância Sanitária proíbe fabricação, venda, distribuição e propaganda de suplementos após detectar propaganda enganosa e falhas sanitárias, envolvendo Rejuvita e Mayben

Anvisa suspende suplementos após fiscalização. (Foto: Reprodução / Anvisa / Ascom)
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  • A Anvisa proibiu a fabricação, venda, distribuição e propaganda de suplementos no Brasil após identificar publicidade enganosa e graves falhas sanitárias.
  • Um dos alvos foi o suplemento líquido Rejuvita 30 ml, com alegações de rejuvenescimento e efeitos anti-idade não permitidos para suplementos.
  • A agência também apontou inconsistência na identificação do fabricante e divulgação de aprovação total do produto pela Anvisa.
  • A fiscalização atingiu a Mayben Pharmaceutical Ltda., com irregularidades como limpeza inadequada, falta de controle de temperatura e umidade, uso de matérias-primas vencidas, falhas de rastreabilidade e embalagens impróprias.
  • O mercado de suplementos cresce no Brasil, o que reforça a necessidade de consumidores verificarem regularidade do fabricante, evitarem promessas milagrosas e buscarem orientação profissional.

A Anvisa proibiu nesta quinta-feira a fabricação, venda, distribuição e propaganda de suplementos alimentares no Brasil. A decisão ocorreu após identificar propaganda enganosa e falhas sanitárias graves em fabricantes. A medida também envolve produtos com promessas de efeitos “anti-idade” que não seguem as normas da agência.

A fiscalização aponta que a propaganda do suplemento Rejuvita 30 ml traz promessas incompatíveis com suplementos alimentares, sugerindo rejuvenescimento e benefícios estéticos sem comprovação. Além disso, houve inconsistências na identificação do fabricante e divulgação de aprovação total pela Anvisa.

A ação ressalta que o mercado de suplementos cresce rapidamente, impulsionado pela busca por estética, desempenho físico e qualidade de vida. Profissionais alertam para a necessidade de padrões de segurança, controle sanitário e transparência.

Promessas anti-idade colocaram produto na mira da Anvisa

O suplemento líquido Rejuvita 30 ml foi alvo da fiscalização por alegações não permitidas para suplementos. A agência afirma que as promessas associadas ao rejuvenescimento da pele e a efeitos anti-idade não têm respaldo apropriado para a categoria.

A Anvisa também identificou falhas na identificação do fabricante e considerou inadequadas mensagens que sinalizavam aprovação total do produto pela agência reguladora. Tais indícios podem induzir o consumidor a acreditar na eficácia e na segurança sem respaldo técnico.

A publicidade de tais produtos, segundo a agência, pode gerar falsas expectativas e levar ao uso sem orientação adequada. O entendimento é de que esse tipo de comunicação não pode ser utilizado por suplementos alimentares.

Falhas sanitárias levaram suspensão de suplementos

Outra medida atinge suplementos fabricados pela Mayben Pharmaceutical Ltda. Em inspeções realizadas entre 25 e 26 de abril, fiscais encontraram irregularidades consideradas graves.

Entre os problemas identificados estão estrutura inadequada de limpeza e conservação, falta de controle de temperatura e umidade, equipamentos danificados e uso de matérias-primas vencidas. Também houve falhas na rastreabilidade dos itens e mistura entre linhas de produção.

Foram constatadas ainda ausência de locais adequados para higienização das mãos e uso de embalagens impróprias. Especialistas apontam que tais falhas elevam o risco de contaminação e comprometem a qualidade dos suplementos.

O conjunto de irregularidades indica riscos diretos à segurança do consumidor e à integridade dos ingredientes. A Anvisa reforça a necessidade de conformidade administrativa e sanitária para products no mercado.

Crescimento do setor e orientação aos consumidores

O mercado de suplementos tem registrado expansão nos últimos anos, ampliando a oferta e a competição. Técnicos recomendam cautela ao adquirir produtos com promessas milagrosas ou alegações terapêuticas sem comprovação.

Sugere-se verificar regularidade do fabricante, evitar itens com afirmações de cura ou de resultados garantidos, buscar orientação profissional e preferir fontes confiáveis. A atuação da Anvisa visa ampliar transparência, qualidade e proteção ao consumidor.

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