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Avanço regulatório fortalece uso da ozonioterapia na saúde

Regulamentação amplia o uso da ozonioterapia em feridas crônicas, integrando-a a protocolos de saúde e a serviços multidisciplinares no Brasil

Foto: Divulgação/Philozon / DINO
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  • A Anvisa aprovou o primeiro registro nacional de um gerador de ozônio com indicação formal para tratamento de feridas, criando a categoria “Gerador de Ozônio para Uso Geral” (Resolução-RE nº 1.760/2026).
  • Até então, os equipamentos estavam com uso restrito a áreas odontológicas; a atualização amplia o enquadramento regulatório para uso clínico em feridas complexas.
  • A ozonioterapia passou a constar em cenários clínicos específicos definidos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 2025, incluindo feridas crônicas e distúrbios musculoesqueléticos, com base em estudos clínicos randomizados.
  • A padronização do uso em serviços de saúde facilita a integração entre diferentes especialidades no cuidado a feridas complexas, como úlcera do pé diabético e feridas venosas.
  • Estudos apontam redução no tempo de internação com ozonioterapia adotada junto ao tratamento convencional, conforme metanálises e pesquisas internacionais com pacientes de feridas de difícil cicatrização.

A ozonioterapia ganha espaço na saúde brasileira com avanço regulatório que facilita o uso em feridas complexas. A Anvisa aprovou o primeiro registro nacional de gerador de ozônio medicinal com indicação para tratamento de feridas, ampliando a categoria para uso geral.

A medida ocorre em conjunto com o amadurecimento científico da prática. O Conselho Federal de Odontologia autorizou a ozonioterapia em áreas odontológicas há quase uma década, e o Ministério da Saúde incluiu a prática entre as integrativas no SUS.

Essa atualização regula o uso da técnica em feridas crônicas, incluindo úlceras do pé diabético, feridas venosas e isquêmicas, e distúrbios musculoesqueléticos. Decisão do CFM baseou-se em estudos clínicos randomizados de eficácia.

Regulamentação e aplicação clínica

O novo enquadramento permite incorporar a ozonioterapia de forma estruturada a serviços de saúde multidisciplinares. Clínicas, consultórios e ambulatórios podem padronizar o uso dentro de protocolos para feridas complexas.

A ampliação facilita o acompanhamento dos pacientes e a integração entre especialidades. Casos de pé diabético, feridas infecciosas e lesões de difícil cicatrização costumam exigir manejo metabólico, curativos, desbridamento e monitoramento contínuo.

A ABOZ, representada pela farmacêutica Letícia Philippi, destaca que o avanço regulatório amplia o acesso a terapias complementares dentro de fluxos clínicos já estabelecidos, compatíveis com normas brasileiras.

Evidências clínicas e impactos

Estudos reforçam o potencial da ozonioterapia em reduzir o tempo de internação. Uma metanálise com 960 pacientes mostrou queda no tempo de internação com ozonioterapia associada ao tratamento convencional.

Pesquisa realizada na Índia, com 162 pacientes, comparou tratamento tradicional e ozonioterapia adjuvante. O grupo sem ozonioterapia ficou com mediana de internação de 13 dias, enquanto o grupo com terapia complementar teve 9 dias.

Outro estudo, com 101 pacientes, relatou menor tempo de hospitalização ao combinar ozônio com antibioticoterapia, frente ao uso apenas de antibióticos, segundo a revista europeia citada.

Considerações finais

A regulamentação fortalece a integração da ozonioterapia aos cuidados de feridas crônicas, trazendo padronização e respaldo técnico. Profissionais de saúde passam a contar com recursos regulados para tratar casos complexos.

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