- Pesquisadores da Universidade da Califórnia dizem ter encontrado um substituto para o ingrediente principal do cimento: basalto, para um cimento à base de silicatos, sem calcário.
- A indústria do cimento é responsável por cerca de 4,4% das emissões globais de gases de efeito estufa.
- O cimento tradicional usa calcário, que precisa ser aquecido a mais de 1.500 graus Celsius, gerando altas emissões de CO₂.
- O estudo aponta que o basalto pode ser tão eficaz quanto o calcário, com potencial de menor poluição, mas há um problema logístico a superar.
- A adoção de um cimento sem calcário poderia ajudar na descarbonização, desde que avanços práticos e de cadeia de suprimentos sejam alcançados.
Durante anos, pesquisadores buscavam um substituto para o ingrediente principal do cimento. A equipe da Universidade da Califórnia afirma ter encontrado o caminho: basalto como base para um cimento mais ecológico, sem calcário.
A proposta é produzir cimento à base de silicatos, reduzindo a dependência do calcário. Segundo o estudo, o basalto poderia baratear emissões associadas à fabricação, mantendo a resistência necessária para obras.
O cimento Portland, amplamente utilizado em edifícios, pontes e barragens, responde por cerca de 4,4% das emissões globais de gases de efeito estufa. A principal dificuldade está no processo de aquecimento do calcário.
O calcário precisa atingir temperaturas acima de 1.500 graus Celsius para gerar o óxido de cálcio utilizado na mistura, gerando grande parte das emissões do setor.
A pesquisa aponta que o basalto, material abundante e de baixo conteúdo de carbono, poderia substituir o calcário sem comprometer a performance do cimento. Ainda há desafios logísticos a superar.
Mudanças logísticas e industriais precisam ser resolvidas para viabilizar a transição, incluindo cadeia de suprimentos, custos e adaptação de plantas de produção. Em paralelo, avanços tecnológicos continuam em estudo.
A notícia ressalta que, mesmo com a promessa do basalto, a implementação prática depende de validação de desempenho, certificações e acordos setoriais para adoção em larga escala. Fonte: estudo universitário.
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