- O Centro de Estudos da Metrópole (CEM), sediado na Universidade de São Paulo e no Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, foi criado em 2000 para estudar desigualdades urbanas e metropolitanas, reunindo pesquisadores de diversas áreas e mais de 380 coleções no acervo.
- O CEM utiliza dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, especialmente censos demográficos, mas trata os dados brutos para gerar indicadores e pesquisas mais complexas.
- Nos primeiros anos, o acesso à tecnologia era limitado, com bases enviadas por CD; hoje a expansão da internet, softwares gratuitos, imagens de satélite e ferramentas interativas ampliam o uso dos dados.
- Uma das principais coleções é a base cartográfica digital georreferenciada de logradouros da região metropolitana de São Paulo, que permite cruzar informações de saúde, educação, mobilidade e violência com dados territoriais.
- O acesso ao acervo é gratuito, e plataformas desenvolvidas pelo CEM tornam as informações mais acessíveis a usuários sem formação técnica, além de exigir, em alguns casos, conhecimentos em sistemas de informação geográfica.
O Centro de Estudos da Metrópole (CEM), sediado pela USP e pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, nasceu em 2000 com apoio da FAPESP. Ao longo de mais de duas décadas, tornou-se referência em dados urbanos e georreferenciados no Brasil, reunindo pesquisadores de políticas, sociologia, geografia, economia e demografia.
O acervo do CEM já soma mais de 380 coleções. A atuação vai além de disponibilizar dados brutos do IBGE; envolve tratamento estatístico, correções cartográficas e criação de indicadores para pesquisas complexas. O objetivo é viabilizar análises mais profundas sobre desigualdades urbanas.
A evolução tecnológica impulsionou o trabalho. Nos anos 2000, bases eram distribuídas por CDs; hoje, o acesso é pela internet. Softwares gratuitos, imagens de satélite e plataformas interativas ampliam o alcance, inclusive para municípios sem formação técnica.
Plataforma GeoReDUS e acessibilidade
Uma das frentes é a plataforma GeoReDUS, que permite visualizar mapas, cruzar informações e entender padrões urbanos pela web. Segundo o diretor do CEM, o recurso atinge a maioria dos municípios brasileiros com dados sobre saúde, educação, meio ambiente e clima.
A base cartográfica digital georreferenciada de logradouros da região metropolitana de São Paulo é destaque entre as coleções. Pesquisadores conseguem cruzar dados de saúde, mobilidade, violência e educação com informações territoriais, enriquecendo estudos sobre violência urbana.
Quanto ao público, o diretor ressalta que parte do acervo exige conhecimentos em sistemas de informação geográfica, mas o avanço tecnológico tornou o acesso mais democratizado. Softwares gratuitos, cursos online e as plataformas próprias do CEM facilitam o uso por leigos.
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