- Pesquisadores da Duke criaram Argus, robô modular com 20 pernas e estrutura central em forma de dodecaedro, com aparência similar a um ouriço-do-mar.
- O projeto usa o conceito de isotropia dinâmica, que mede a eficiência de movimento em qualquer direção; Argus atingiu 0,91, próximo do máximo teórico.
- Cada perna tem uma câmera na ponta para medir profundidade e mapear o ambiente, partindo de mais de mil configurações diferentes.
- Em testes no campus, Argus venceu obstáculos de até 12,7 centímetros, carregou 4,5 kg e mudou de direção rapidamente.
- A pesquisa, publicada em 27 de maio na revista Science Robotics, diz que Argus representa o início de uma nova geração de máquinas ágeis e adaptáveis, sem copiar formas de humanos ou animais.
Pesquisadores da Universidade Duke, nos Estados Unidos, apresentaram Argus, um robô modular com 20 pernas, visto como o que os autores classificam como o “robô ideal” para ambientes irregulares. O design prioriza a capacidade de se mover em várias direções e se adaptar ao entorno, em vez da aparência. A divulgação ocorreu em pesquisa publicada em 27 de maio na revista Science Robotics.
Argus tem uma estrutura central em forma de dodecaedro, de onde saem as 20 pernas telescópicas. Na ponta de cada perna há uma câmera capaz de medir profundidade e mapear o ambiente. O robô foi concebido a partir de mais de 1,5 mil configurações diferentes, resultando em uma máquina com visual que lembra um ouriço-do-mar.
Isotopia dinâmica
Os pesquisadores destacam que Argus é capaz de transitar por florestas, superfícies molhadas e terrenos arenosos, além de recuperar equilíbrio rapidamente após impactos. Em testes no campus, o robô superou obstáculos de até 12,7 cm de altura e conduziu cargas de 4,5 kg em velocidade próxima ao máximo. A ideia é demonstrar que simetria dinâmica pode guiar o desenvolvimento de robôs ágeis e resistentes, sem copiar formas humanas ou animais.
Segundo Boyuan Chen, diretor do Laboratório de Robótica Geral, Argus representa o início de uma geração de máquinas com foco em princípios observados na natureza, mas com desenho próprio. O conceito de isotropia dinâmica mede o desempenho do movimento em todas as direções, com uma escala de 0 a 1; Argus alcançou 0,91, próximo do teto teórico.
Perspectivas e dados abertos
Os autores relatam que as simulações usadas no desenvolvimento do robô foram divulgadas no artigo para que outros grupos possam aproveitar os resultados. O estudo enfatiza que Argus pode ser implantado em ambientes reais, com terrenos desordenados e até em condições de baixa gravidade, abrindo caminhos para aplicações futuras em robótica de campo.
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